O que esperar para o futuro do mercado de cavalos?

Nos últimos anos parece ter havido uma certa mudança de prioridades nas vidas das pessoas, uma certa tendência de ver a vida de maneira mais equilibrada, e com isso cresceu à procura pelo o uso de cavalos como atividade de lazer e esporte por pessoas de fora do meio rural
Share on whatsapp
Compartilhe no WhatsApp
Share on facebook
Share on linkedin
Share on email
Share on telegram
O que esperar para o futuro do mercado de cavalos

A urbanização da população mundial é cada vez mais acentuada, segundo as fontes mais frequentes estima-se que atualmente sejamos mais de 50% vivendo em cidades e centros urbanos e até 2050, mais de 75% das pessoas terão se afastado do campo e viverão concentradas em cidades.

É um cenário que parece estreitar muito o mercado de cavalos, no entanto, nos últimos anos parece ter havido uma certa mudança de prioridades nas vidas das pessoas, uma certa tendência de ver a vida de maneira mais equilibrada, considerada em todos os seus aspectos, físicos, mentais e espirituais.

Passado o pior da pandemia, pouco a pouco vamos voltando a normalidade mas observamos que tendências já apontadas acabaram por se pronunciar mais nesses últimos anos.

A relação com o trabalho, saúde mental, saúde física, as relações interpessoais e a vida em sociedade foram revistos e novos paradigmas vem se solidificando. Certamente não haverá volta em alguns aspectos qualitativos na vida das pessoas.

O mercado de cavalos neste cenário também deve acompanhar as mudanças e com elas também chegam novas oportunidades.

O uso de cavalos como atividade de lazer e esporte por pessoas de fora do meio rural deve se consolidar.
A concentração das criações, dado um encolhimento da base de usuários e pequenos criadores rurais, ao processo de urbanização e ao declínio do uso do cavalo como meio de transporte e trabalho no campo.

Os cuidados com bem-estar animal, manejo e uso de produtos cada vez mais sustentáveis no seu trato deve se acentuar.

Pets ocupando cada vez mais espaço no orçamento das pessoas

Com uma visão holística da vida não sendo mais uma percepção de poucos, mas uma prioridade para a maioria das pessoas, os cavalos podem muito bem aproveitar essa oportunidade, essa mudança de paradigma, para ocupar mais espaço na vida desses novos habitantes urbanos tão privados de contato com a natureza e de meios naturais de reajustar seu equilíbrio mental, emocional e físico.

Não há consultório ou academia mais eficientes que algumas horas cavalgando!

Essas tendências, devem sinalizar aos criadores e as associações para se ajustarem as novas demandas, para que se preparem para a comunicação com esse novo público usuário, e a darem nova significação as habilidades e características tão uteis e singulares de suas raças e criações.

São algumas reflexões!

Por Luiz Alberto Patriota
Crédito da foto: Divulgação

Leia outras colunas no portal MAB

Relacionadas

Veja também

Em tempos onde para a maioria das pessoas as palavras de ordem são descartar, reciclar e mudar, ainda há aqueles que ainda preferem manter as tradições
Bolo de cenoura? Cabresto colorido? Festinha de natal com os colegas de cocheira? Não, esses presentes são para os próprios donos.
Em tempos de empoderamento e que querer já é sinônimo de poder, a equitação fica cada vez mais esquecida pelos “cavaleiros” de ocasião.
O que vemos hoje em praticamente todas as raças nacionais é, sob o pretexto da inclusão e da popularização, o abandono da identidade racial