Os cavalos primitivamente, milhares de anos atrás, além de caçados e domesticados para consumo de sua carne, tiveram logo como sua primeira função e uso principal, a Guerra. A cavalaria remonta de antes mesmo da idade do Bronze.
Assírios, egípcios, babilônicos já usavam cavalos largamente em seus exércitos. Alexandre o Grande, Genghis Khan e os Romanos levaram a cavalaria a proporções inimagináveis e pode se dizer que o próprio fenômeno da Globalização, como diríamos hoje, começou e teve como seu principal instrumento, o cavalo.
Hoje em dia, no Brasil em especial, os cavalos ainda são muito usados pelas forças de segurança e pelo Exército Brasileiro. Embora seu uso em guerras não tenha mais aplicações diretas, seu uso em missões de garantia da lei e da ordem, em Regimentos de Cavalaria de Guarda, em escolas militares na formação de oficiais, cerimoniais e esportes ainda é muito difundido.

Mas de onde vem esses animais para atenderem todos esses usos e toda essa demanda?
No caso do Exército Brasileiro esses animais vêm da Coudelaria de Rincão, em São Borja, Rio Grande do Sul.
Oriunda da antiga Estancia São Gabriel, criada pela Companhia de Jesus, a Coudelaria e Campo de Instrução de Rincão é uma Unidade do Exército Brasileiro criada em 1922.
Em 1975, passou a ser utilizada pelo Exército Brasileiro apenas como Campo de Instrução de Rincão (CIR), e seu acervo foi encaminhado à Coudelaria de Campinas (SP). Recriada em 1988, permanece até hoje como é, Coudelaria e Campo de Instrução de Rincão.
Lá algumas centenas de éguas e dezenas de garanhões das mais variadas raças são usados em um dos maiores programas de criação e melhoramento de equinos que existe no Brasil. Holsteiners, Brasileiros de Hipismo, Crioulos, Bretões, e PSIs, são meticulosamente criados e cruzados dando origem a animais de ponta para os mais diversos mais usos e necessidades do E.B.
Esta ai mais uma pérola brasileira para conhecer e valorizar.
Por Luiz Alberto Patriota
Crédito da foto: Divulgação
Leia outras colunas no portal MAB