O que seu cavalo pediu na cartinha de Natal?

Bolo de cenoura? Cabresto colorido? Festinha de natal com os colegas de cocheira? Não, esses presentes são para os próprios donos.
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O que seu cavalo pediu na cartinha de Natal?

Nas cartinhas de Natal que andei lendo de alguns cavalos vi que eles pediam: Um pasto bem formado para viver à vontade com seus colegas de concheira, exercícios soltos ao ar livre, coçar o pescoço do seu melhor amigo, rolar na terra, um passeio sem compromisso com seu dono, e no fim do dia, uma bela escovada e um banho. Vi que eles pediam para ter uma boa vida de cavalos!

Nos últimos anos vejo que toda questão da pandemia e do isolamento fez avançar o fenômeno PET e hoje é raro uma casa que não tenha um bichinho de estimação, incluindo a minha. As relações com os animais também acabaram por ficar bastante diferentes do que digamos, tem ocorrido nos últimos 10 ou 20 mil anos de domesticação. Hoje vivemos o fenômeno de humanização dos animais!

Animais vestindo roupas, frequentando salões de beleza, recebendo herança, houve até mesmo uma famosa rede de Pet Shops que anunciou licença paternidade aos funcionários que adotassem animais, acredite!

Mas tudo isso, assim como o bolo de cenoura e os cabrestos coloridos, são presentes para os próprios donos. Os animais, não entendem o que é uma festinha de aniversário, não precisam de roupas coloridas, não precisam de babás ou pais depois de desmamados, eles querem simplesmente ser o que são, animais, ter uma vida saudável, equilibrada, em grupo e fazer o que sempre fizeram, galopar, correr, latir, farejar, caçar, e viver o máximo possível ao ar livre.

Que 2022 seja um ano para reequilibrarmos nossas relações humanas e animais, harmonizar nossas ansiedades e ordenar as coisas de maneira a nós sermos menos animais e os animais, menos “humanos”.

São meus sinceros votos de final de ano!

Por Luiz Alberto Patriota
Crédito da foto: Divulgação

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