As exportações brasileiras de carne bovina (fresca, refrigerada ou congelada) em outubro, até a quarta semana do mês, com 15 dias úteis, somam 62.61 mil toneladas e uma receita de US$ 327.70 milhões, apontam os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
O preço pago pela tonelada da proteína sofreu valorização. Saiu de US$ 4.244,1 em outubro do ano passado para US$ 5.233,4 neste mês, o corresponde a alta de 23,31%.
Na média diária o volume exportado registrou recuo de 48,68%, passando de 8.13 mil toneladas em outubro de 2020 para US$ 4.17 mil neste mês.
A receita obtida com os embarques, na média diária somam US$ 21.84 milhões, o que representa queda de 36,72 % frente ao mesmo período do ano passado, com US$ 34.52 milhões.
Chinês paga mais barato carne bovina que brasileiro
O Embargo da China após a confirmação de dois casos de mal da vaca louca em frigoríficos de Minas Gerais e Mato Grosso, fez o produto ficar mais barato para a exportação. Mas, aqui no nosso país, o preço da carne bovina segue em alta para os consumidores.
Desde o início do embargo, em 4 de setembro, a cotação da arroba do boi gordo já caiu 9,5%. Mas por que essa queda não é sentida nos bolsos dos brasileiros? O preço do produto, de fato, recuou no atacado. No estado de São Paulo, por exemplo, o preço ficou menor porque uma parte que seria embarcada para a China foi despachada para o mercado interno. No varejo, entretanto, o preço da carne continua alto.
Esse descompasso entre atacado e varejo se deve a uma diferença no modo de consumo. O mercado interno é abastecido por cortes traseiros (carnes de primeira), enquanto os dianteiros (carnes de segunda) normalmente são voltados para a exportação. É justamente esse último que viu seu preço cair.
Além disso, com a exportação para a China parada, os frigoríficos reduziram os abates e as compras de boi gordo. A menor oferta, por sua vez, levou a um aumento dos preços.
Fonte: SBA
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