Preços da arroba do boi caem com embargo

21 de setembro de 2021

Ausência da China no mercado gerou uma série de instabilidades, a começar pelo remanejamento das escalas de abate por parte dos frigoríficos exportadores
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Preços da arroba do boi caem com embargo
O mercado físico de boi gordo registrou preços mais baixos nas principais praças de produção e comercialização do país ao longo da semana passada – Foto: Mundo Agro Brasil – MAB/Ivaris Júnior

O mercado físico de boi gordo registrou preços mais baixos nas principais praças de produção e comercialização do país ao longo da semana passada. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a ausência da China no mercado gerou uma série de instabilidades, a começar pelo remanejamento das escalas de abate por parte dos frigoríficos exportadores.

Na quinta-feira, mais quatro países suspenderam preventivamente as importações de carne bovina brasileira, outra notícia negativa para os frigoríficos. “Egito, Irã, Indonésia e Rússia também estão embargando as importações do Brasil. Essa decisão deixa o mercado brasileiro ainda mais tumultuado, intensificando a perspectiva de queda das cotações no curto prazo. O retorno da China às compras é um fator necessário para que o fluxo de negócios se aproxime de sua normalidade, o que não acontecerá de maneira imediata”, apontou Iglesias.

Boi gordo

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 16 de setembro:

  • São Paulo (Capital) – R$ 305,00 a arroba, estável na comparação com 02 de setembro.
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 302,00 a arroba, ante R$ 305,00 a arroba, caindo 0,98%.
  • Goiânia (Goiás) – R$ 285,00 a arroba, contra R$ 295,00 (-3,4%).
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 305,00 a arroba, ante R$ 309,00 (-1,29%).
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 285,00 a arroba, contra R$ 300,00 a arroba (-5%).

Embarques para China

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) informou à Agência SAFRAS, por meio de nota, que não há ainda uma previsão para a retomada das vendas de carne bovina do Brasil para a China.

Segundo o MAPA, a suspensão das vendas, iniciada no dia 4, continua em vigor até que as autoridades chinesas concluam a avaliação das informações já repassadas pelo Brasil após a confirmação de casos atípicos de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) registrados nos estados de Mato Grosso e de Minas Gerais, conhecidas popularmente como mal da vaca louca.

Mesmo após a Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE) ter confirmado como encerrados os episódios de EEB em território nacional, a Arábia Saudita suspendeu, no último dia 6, as importações de carne bovina de cinco plantas bovinas de Minas Gerais. Segundo o MAPA, as razões estariam ligadas aos casos de mal de vaca louca atípicos registrados no país.

Ainda conforme o MAPA, o Brasil já encaminhou informações técnicas sobre o caso para as autoridades sanitárias da Arábia Saudita. Estão sendo realizadas reuniões, mas não há ainda previsão sobre a retirada das suspensões”, disse a pasta.

Fonte: Agência Safras
Foto: Mundo Agro Brasil – MAB/Ivaris Júnior

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