Resultados de ESG serão reportados por empresas fiscalizadas pela Comissão Valores Mobiliários

Tais informações passarão a ser exigidas a partir de 2022, o que representa um grande avanço na conscientização dos líderes empresariais, demostrando o compromisso com um posicionamento mais transparente, consciente e clareza de propósitos paras seus investidores
Share on whatsapp
Compartilhe no WhatsApp
Share on facebook
Share on linkedin
Share on email
Share on telegram
Resultados de ESG serão reportados por empresas fiscalizadas pela Comissão Valores Mobiliários
A transparência das empresas e estabelecimento de metas concretas aliadas ao ESG serão traduzidas em ganhos exponenciais ao investidor e ao negócio em si – Foto: Divulgação

Valerá muito a pena investir em ESG – Environmental, Social and Corporate Governance. Vislumbrando a magnitude incorporada ao tema, aproveito para destacar informações que podem servir para que sua empresa empreenda tempo e dinheiro nesta forte visão de negócios.  Não restam dúvidas, que na prática as empresas seguramente alcançarão os resultados esperados se atuarem com metas concretas de responsabilidade ambiental, social e nos valores de governança.  

No que tange às empresas listadas na Bolsa de Valores, o próprio órgão regulador de mercado, a CVM, Comissão Valores Mobiliários, deve impor critérios qualitativos, que visam uma análise mais aprofundada do perfil das empresas que atuarem firmemente nas metas de ESG, permitindo aos investidores uma aposta ou melhor – um grande incentivo na tomada de decisão de aplicação dos seus investimentos.  

Fato é que em dezembro de 2020, a CVM colocou em audiência pública uma minuta de alteração da Instrução 480, que regula as obrigações anuais das companhias de atualização do “formulário de referência”. Com encerramento ocorrido em março de 2021, a autarquia recebeu contribuições diversas da sociedade civil e empresarial, além de entidades de classe que propõem alterações e recomendações para a geração de uma conscientização sobre as métricas de ESG.  

Neste sentido as companhias fiscalizadas pela CVM passarão a reportar alguns indicadores, tais como: (i) como se comportam e planejam seus investimentos em ações ESG; (ii) como atuam em face dos fatores de risco sociais, ambientais e climáticos aos quais a empresa está exposta e (iii) como tratam a gestão de recursos financeiros direcionados a melhoria dos impactos destas medidas na cadeia de valores.  

Tais informações passarão a ser exigidas a partir de 2022 e representa um grande avanço na conscientização dos líderes empresariais, demonstrando o compromisso com um posicionamento mais transparente, consciente e clareza de propósitos para seus investidores. Não basta parecer sustentável ou responsável socialmente, deve se demonstrar os valores da empresa, por meio de ações e resultados sólidos. 

É notária a repercussão positiva que impulsiona as empresas e o mercado em geral, vez que a CVM adicionalmente, por força de sua adesão ao Pacto Global da ONU, passará também a exigir do setor privado, ações alinhadas aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que devem ser apresentados em relatórios públicos que comprovem seu comprometimento com os Objetivos e os indicadores de desempenho. 

Abaixo algumas das contribuições relacionadas ao tema ESG, as quais serão incluídas no formulário de referência da CVM: 

  • Indicação de fatores de risco socioambientais de forma individualizada e ações planejadas sobre questões sociais, ambientais e climáticas; 
  • Informação sobre a adoção de indicadores-chave de desempenho para questões ambientais e sociais; que inclui a classificação “pratique-ou-explique”: aquelas empresas que não divulgam relatórios de sustentabilidade ou documentos equivalentes devem explicar o motivo de não o fazerem; 
  • Indicação de quais dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável enunciados pela ONU são relevantes no contexto dos negócios da empresa; 
  • Como se traduz o compromisso com a diversidade dentro dos órgãos de administração (membros eleitos com base em critérios de inclusão, diversidade, cor ou raça) e indicação dos canais, se houver, pelos quais os investidores ou partes interessadas podem reportar ao conselho de administração temas ou críticas sob as ações ambientais e sociais; incluindo temas que passam pela remuneração dos administradores se está atrelada a indicadores ambientais e sociais; e outros tais como como esta a diversidade na composição da força de trabalho e as diferenças existentes nos níveis de remuneração, enfim, temas associados as premissas de governança corporativa. 

 

Enfim, iniciativas como estas geram obrigações e responsabilidades que demonstram representatividade dentro mundo corporativo. Por isto, tem-se uma clara percepção que a transparência das empresas e estabelecimento de metas concretas, que passam a ser exigidos a partir de 2022 pela CVM, traduzem-se em ganhos exponenciais ao investidor e ao negócio em si. Transformando eventuais riscos em impactos positivos com o engajamento e compromisso das empresas que adotarem ações de amplitude social na plataforma ESG.  

Certamente uma agenda muito promissora que contará com desafios importantes e alianças setoriais repercutindo na economia do país e internacionalmente.  

Por Thais Carloni

Leia outras notícias no portal Mundo Agro Brasil

Relacionadas

Veja também

Ter como Meta uma plataforma de LGPD diferenciada e sólida pode se converter em grande diferencial competitivo para os escritórios de Contabilidade.
A colunista do portal MAB, Thais Carloni lembra que os temas de governança, meio ambiente e diretrizes de responsabilidade social também passaram a ser prioritários no agronegócio, que tem buscado disseminar práticas e modelos de trabalho mais sustentáveis
Diante do início do prazo para ANPD sancionar empresas pela não adequação às diretrizes do Programa de Privacidade, a colunista do portal MAB, Thais Carloni, fala sobre as dificuldades das corporações em se adaptarem a mudança, que deve ser sólida, célere e educativa para toda a sociedade
A colunista do portal MAB, Thais Carloni traz uma reflexão sobre a necessidade da implantação adequada dos preceitos legais da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais