O valor do Tempo

Algumas reflexões sobre como o compreendemos e nos relacionamos com ele
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O valor do Tempo

Escrevo este artigo com a minha filha, de 13 anos. Nada mais oportuno, que falar do Tempo envolvendo as futuras gerações. A definição mais aceita para Desenvolvimento Sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.

Aqui em casa somos três gerações convivendo com expectativas distintas, com referências, trajetórias, ilusões e desilusões, três mulheres com papéis e oportunidades diferentes. Recebi tanto apoio e carinho na minha última coluna (“Benchmarking”), de amigos, colegas de profissão, desconhecidos, que me peguei refletindo sobre nossas andanças nesta vida, como tudo está entrelaçado e pulsa, justamente, pelas situações que nos conectam, mesmo que por um breve momento.

Várias expressões populares remetem à função do Tempo:
⦁ Dê tempo ao tempo = resiliência
⦁ O tempo é o melhor remédio = cura
⦁ O tempo é o melhor juiz = sabedoria
⦁ Time is Money!

Tive a oportunidade de assistir à palestra internacional “Finanças Sustentáveis”, há alguns anos, no Banco Real, grande referência em práticas de Sustentabilidade. O convidado descreveu um sistema desenvolvido no Japão, um meio de pagamento alternativo ao dinheiro, visando contornar o sobrecarregado sistema de saúde. A moeda era horas dedicadas a pessoas de idade, e eu fiquei fascinada. Funcionava assim: se eu tenho alguém querido, que não consigo atender, por morarmos em cidades distintas, invisto este tempo com alguém no meu entorno, e isso passa a ser crédito para alguém, próximo ao meu ente querido, fazer o mesmo por mim. E a qualidade de minha dedicação também faria a diferença.

Gosto muito de cinema. Há vários filmes que exploram o Tempo. Na linha da experiência japonesa, o filme futurista “O Preço do Amanhã” propõe a substituição do dinheiro como meio de pagamento por bens e serviços, pelo tempo de vida das pessoas, um prazo de validade, gravado como tatuagem em seus braços. Não é isso que fazemos: trocamos nosso tempo trabalhado por dinheiro, para adquirir bens e serviços?

Mas há comédias que, através do humor, nos fazem refletir sobre a relatividade de passado, presente e futuro. “Feitiço do tempo”, onde o protagonista revive inúmeras vezes o mesmo Dia da Marmota, matéria que abomina, sem perceber que o tormento é uma oportunidade de acertar. A saga “De Volta para o Futuro”, chegando a dar um nó na cabeça. Filmes românticos, como “Em Algum Lugar no Passado”, ou “Meia Noite em Paris”, que refletem sobre a diferença de valores e relacionamentos, entre épocas.

Tempo também é sinônimo de estações do ano, momento certo de semear, amadurecer, de colher.
Tempo é clima, Mudanças Climáticas, que serão o grande foco da COP26, onde se espera alcançar um consenso global sobre ações, muito além de compromissos longínquos.

Por Sonia Karin Chapman
Diretora Chapman Consulting

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