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Na prática a teoria é outra: competências para avançarmos na Agenda 2030

Na coluna desta terça-feira do portal MAB, Sonia Karin Chapman traz uma reflexão sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), um plano de ação para as pessoas e o planeta, que busca fortalecer a paz universal, mas que, diante da pandemia, obrigou a todos a buscarem novas competências
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Se em 2015 praticamente todos os países assinaram compromissos importantíssimos, por que não estamos avançando? Evidente que a pandemia global representa um desafio gigantesco, em inúmeros sentidos e níveis, mas não seria também um convite à reflexão, à revisão de hábitos, a focar no que é realmente importante? 

Se concordamos que os desafios são de todos nós, também reconhecemos que precisamos de outras competências. Façamos uma análise prática, comparando os desafios expressos pelas próprias metas globais: Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), também chamados Agenda 2030. 

Pensamento de ciclo de vida

Se de 2000 a 2015 os ODM miraram a pobreza extrema, a falta de acesso aos recursos básicos, como comida, água, saneamento, energia, habitação e educação, os ODS reforçam a necessidade de equilíbrio das três dimensões da sustentabilidade, ou seja, do uso eficiente de recursos naturais e práticas sociais justas, sendo economicamente viável. Não adianta resolvermos o problema em uma parte do mundo, ou da cadeia de valor (do ciclo de vida!), se descuidarmos de outro (ou o mesmo), aparecendo em outro lugar. 

Orientação intercultural

Se o foco dos ODM era transformar a realidade de um bilhão de pessoas vivendo na pobreza absoluta, recaindo principalmente sobre países em desenvolvimento, nos ODS reconhecemos que o envolvimento tem de ser global, exigindo de países desenvolvidos uma liderança na mudança de padrões insustentáveis de produção e consumo. Para esta transformação é essencial ter a capacidade de escutar e compreender pontos de vista e motivações distintos. 

Comunicação interpessoal e colaboração

Se os ODM previam que a pobreza extrema seria erradicada em países desenvolvidos e em alguns países em desenvolvimento, e havia ferramentas disponíveis para tal, os ODS reconhecem que nenhum país alcançou o desenvolvimento sustentável, que há a necessidade de reformas profundas, de uma agenda internacional integradora e que existem diferentes respostas, ainda a serem construídas, em conjunto.  

Foco do cliente e inovação

Os ODM pautaram o dinheiro público e a filantropia. Os ODS dão especial importância aos recursos privados, representando grandes oportunidades de negócio, o desenvolvimento e a introdução de novas tecnologias, amparadas por incentivos tributários e investimento das próprias empresas.  

Importante aliar Conhecimento (saber teórico), Habilidade (treinamento prático) e Atitude (aplicação concreta). Muitas vezes ouço que a esperança está nas crianças e jovens, que já tratam destes temas nas escolas, estão mais conectados globalmente, acompanham manifestações mundo afora e trazem novas ideias. Mas os adultos de hoje (você e eu!) são os que estão tomando as decisões, e que ainda estão (ou deveriam estar!) aprendendo e praticando estas competências.  

Não delegue para as novas gerações o que você precisa mudar hoje! 

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