Todos estes eclipses, Lua de Sangue, pousos em Marte me lembraram de um exercício que fizemos na matéria de Psicologia, na faculdade de Administração de Empresas que cursei. O objetivo oficial era testar conhecimentos gerais e técnicos, e até mesmo bom senso.
O cenário era sombrio, literalmente: você está numa missão à lua, mas por alguma falha técnica, erra o local previsto e pousa na face escura dela. Imagine os desafios! Divididos em grupos, deveríamos, num primeiro momento, refletir individualmente quais itens, de uma lista dada, levaríamos para a caminhada até a base lunar. Num segundo momento, compartilhar com os demais integrantes do grupo e chegar a um consenso. Aí estava o objetivo oculto do exercício de Psicologia: analisar nossa capacidade de persuasão. Quais e quantos itens, dos que havíamos decidido levar na reflexão individual, constam na lista definida pelo grupo?
Existem variações, que também fiz: o que levar ao deserto, num naufrágio, mas o princípio é o mesmo. Em todos eles, parece que estamos falando de uma competição por quem tem mais poder sobre os demais, não? Errou! O verdadeiro placar mostrado ao final era quais indivíduos teriam sobrevivido com as suas listas iniciais, e quais sobreviveram, de fato, com a lista definida pelo grupo.
Principais aprendizados:
- De que adianta ter conhecimento, se não souber (ou quiser!) compartilhar com os demais?
- De que adianta ter um fantástico poder de persuasão, se você estiver errado?
Estudos comprovam que pessoas negativas cuidam muito bem de si mesmas, de suas famílias; otimistas também cuidam dos outros, da humanidade, da vida.
Em recente palestra internacional sobre Sustentabilidade escutei de Solitaire Townsend que o humor é uma excelente forma de promover reflexões e transformações.
Da próxima vez que olhar para a lua, lembre-se da importância da cooperação, de compartilhar conhecimento, e seja essencialmente otimista, a humanidade precisa disso!
Sonia Karin Chapman
Diretora
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