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Alternativas de insumos viáveis para suplementação a pasto no período de seca

O colunista Beto Zillo levanta uma questão interessante para se discutir, ou seja, o que se tem no país de alternativas como fontes de nutrientes muito viáveis à substituição ou mesmo complementação de insumos tradicionais
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Estamos quase chegando ao período de inverno. Porém a seca já deu as caras mais cedo também este ano. Fotoperíodo mais curto. Pastagens a ponto de secar rapidamente começam a perder qualidade nutricional, aumento da quantidade de talos e fibras, fica menos digestiva; não que não possam ser utilizadas, mas sim, tem que ser bem manejadas para um melhor aproveitamento. Podemos lançar mão de alternativas para suplementar o que falta nesses pastos através de concentrados dos mais diversos, proteicos, energéticos, ricos em vitaminas, aditivos, minerais entre outros. 

Mas então o que temos para o Boi no período de seca? Existe no Brasil Agrícola uma gama de produtos e subprodutos e ou coprodutos para suplementação tanto a pasto como para confinamentos tradicionais às vezes desconhecidos de muitos de nós. 

Dos mais utilizados no país e de excelente qualidade temos o milho e a soja, grãos nobres. São commodities, portanto, sujeitos a grandes variações de preço, dolarizados e que puxam os custos dos insumos para o alto. Mas, é só deles que dependemos? Costumo perguntar em palestras “O milho é Soberano”? Muitas vezes sou criticado por isso. 

Quero aqui apenas apresentar o que não é novo, mas o que se tem no país de alternativas como fontes de nutrientes muito viáveis a substituição ou mesmo complementar os citados acima. O Brasil é grande e produz uma enorme variedade de culturas e produtos “regionais” de norte a sul nas agroindústrias que podem muito bem vir a substituir em grande parte insumos tradicionais. 

Dos mais tradicionais temos também o milheto, o sorgo, fontes energéticas semelhantes ao milho. Alternativas de muitas regiões produtoras na safrinha, e encontrados nessa época. Temos o caroço de algodão, acompanhado do farelo de algodão, torta de algodão. Fontes proteico-energéticas. 

Podemos encontrar farelo de trigo, variedades da industrialização do milho como refinazil, farelo de glúten, gérmen de milho e quirela. Aveia, farelo de aveia, farelo de cacau, farelo de arroz gordo ou desengordurado, farelo de girassol. 

Coprodutos como casquinha de soja, polpa cítrica, polpa de abacaxi, polpa de caju, alguns destes produtos também encontrados úmidos, mas devem ser utilizados próximos a fonte para pronta utilização.  

Outro produto que vem sendo utilizado em larga escala mais no centro oeste do Brasil, o DDG e WDDG, chegou pra ficar. Derivado da extração de etanol do milho. 

Temos resíduos de cervejaria, subprodutos da cana de açúcar, como melaço líquido, melaço em pó. 

Do amendoim temos o farelo de amendoim, o próprio amendoim, por que não? Raspa de mandioca e ou farelo. Até resíduos de bolachas e confeitos dependendo da região. 

Enfim, uma gama de produtos a serem utilizados na nutrição animal, mas que, claro, necessitam de cuidados no seu fornecimento, alguns com limitações nas quantidades adicionadas, e devem ser muito bem balanceados nas proporções adequadas entre o máximo e mínimo dependendo das exigências nutricionais de cada categoria animal; devem seguir critérios técnicos e de preferência recomendados por um profissional nutricionista. 

Procure na sua região quais as fontes alternativas existentes, isso pode fazer diferença na hora da apuração do custo-benefício e pode trazer maior lucratividade ao seu negócio. Fica a dica. 

Luiz Roberto Zillo

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