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A Homeopatia na Agropecuária

Utilização da Homeopatia na cura e na prevenção das mais diversas doenças, e seu grande papel no aumento da produtividade dos rebanhos e indivíduos, além da melhoria do bem-estar animal
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É com muita alegria que começamos esta jornada onde tratarei de apresentar a vocês a Homeopatia e o seu inestimável valor como terapia. Apresentarei também todas as possibilidades advindas da sua utilização na cura e na prevenção das mais diversas doenças, sobre o seu grande papel no aumento da produtividade dos rebanhos e indivíduos, além da melhoria do bem-estar animal.

Antes de mais nada, gostaria de apresentar um pequeno histórico da Homeopatia, idealizada pelo médico alemão Christian F. Samuel Hahnemann (1755 – 1843). A Homeopatia como terapia de estímulo ao organismo doente, sofreu forte influencia da visão de Hipócrates (468 a.C. – 377 a.C.), considerado o pai da Medicina.

Para Hipócrates, a atividade terapêutica se baseava no poder da via de cura natural (vis medicatrix naturae) e declarava que as doenças deveriam ser avaliadas e interpretadas segundo o quadro de cada individuo. Segundo ele, a doença se apresentava como uma perturbação do equilíbrio capaz de manter o ser humano em harmonia consigo mesmo e com a natureza, e que sintomas eram um esforço natural do organismo para reestabelecer este equilíbrio.

É também de Hipócrates a máxima: “A doença é produzida pelos semelhantes e pelos semelhantes o paciente retorna à saúde”, sendo esta uma das bases terapêuticas da Homeopatia (Similia Similibus Curantur).

A Medicina ocidental como conhecemos, contempla duas linhas de abordagem terapêutica. A mais conhecida, utilizada na Alopatia e também na Enantiopatia, adota a lei dos contrários através do uso de antitérmicos, antibióticos, antialérgicos etc. Por outro lado, há a linha utilizada pela Homeopatia que se baseia na lei dos semelhantes, apoiada na observação experimental de que toda substância capaz de provocar determinados sintomas em um indivíduo sadio é também capaz de curar, desde que em doses adequadas, um doente que apresente sintomas semelhantes. Observa-se aqui mais uma das bases da Homeopatia – doses diluídas e dinamizadas.

Animais podem ser curados pela Homeopatia

O início da Homeopatia no mundo é marcado pela publicação de um ensaio de 150 páginas em 1796, por Hahnemann. Segundo Kossak-Romanach (2003), Hahnemann afirmou também, no mesmo ano, que os animais podiam ser curados pela Homeopatia dentro dos mesmos critérios humanos – “…se as leis que proclamo são as da Natureza, elas serão válidas para todos os seres vivos”.

Já em terras brasileiras, a Homeopatia teve o seu início, por volta de 1840, a partir da vinda do Médico francês Benoit Mure. Na Medicina Veterinária, a Homeopatia teve os seus primeiros passos com o próprio Hahnemann ao tratar um de seus cavalos com Natrum muriaticum para curar com sucesso uma oftalmia periódica. Em 1815, Hahnemann apresenta o trabalho “O Tratamento Homeopático dos Animais Domésticos”, numa conferência em Leipzig. Em 1829, foi publicado o Tratado sobre o Sistema Homeopático para a Cura dos Equinos por L. Bruchner (DE MELLO, 2003) e em 1839, um artigo de G.W.Gross com o título “Observações Fragmentárias da Ciência Veterinária”. Desde então, vários trabalhos e artigos vem se somando a estes no uso da Homeopatia na Veterinária.

No Brasil, por volta da década de 40, o Médico paranaense Dr. Nilo Cairo, divulga os benefícios da Homeopatia para os animais publicando o livro Guia Prático da Veterinária Homeopática. E, segundo a Associação Médico Veterinária Homeopática Brasileira (AMVHB), o Dr. Claudio Martins Real é considerado o pioneiro no uso da Homeopatia Veterinária no Brasil. Somente em 1996, a especialidade foi finalmente reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária.

Além das bases já mencionadas acima, isto é, a Lei dos Semelhantes e o uso de Doses Mínimas e Dinamizadas, a homeopatia encerra também como princípios a Experimentação no Homem Sadio para assim determinar a patogenesia (conjunto de sinais e sintomas) do medicamento e, por último, a utilização do Medicamento Único, aquele que cubra a totalidade dos sinais e sintomas do indivíduo ou do rebanho.

Além do Unicismo (uso de medicamento único), surgiram novas formas de abordagem terapêutica que ampliaram as possibilidades de tratamento. Entre elas o Pluralismo ou Alternismo, onde se usam dois medicamentos em momentos ou dias alternados e também o Complexismo, que faz uso de uma mistura de 2 a 5 medicamentos ao mesmo tempo, os chamados complexos, muito utilizados no tratamento de rebanhos.

A boa notícia é que todos os animais podem se beneficiar do uso da homeopatia, sejam eles animais domésticos, animais de criação ou mesmo silvestres. A homeopatia é muito eficaz e vem sendo largamente utilizada em cães e gatos, além dos equinos, aves domésticas, peixes de aquário e pequenos roedores e répteis.

Os animais de criação, sejam bovinos de leite e corte, suínos, aves, peixes, caprinos e ovinos, podem se valer da homeopatia com grandes vantagens. Podem ser tratados de forma individual ou em conjunto, como se o rebanho representasse um único indivíduo.

De forma geral, a homeopatia pode ser utilizada na cura das diversas doenças, assim como de forma preventiva quando se deseja fazer o controle de parasitas como carrapatos ou a mosca do chifre, por exemplo.

Há grande vantagem no uso da homeopatia. Além de extremamente eficiente e econômica, esta prática não causa qualquer tipo de intoxicação medicamentosa aos animais, é sustentável, não contamina o solo ou as águas e não gera resíduos no leite, carne, ovos e mel. Também não causa stress aos animais devido à forma extremamente fácil de aplicação, sendo muito favorável ao bem-estar animal.

Nas próximas participações pretendo apresentar bons exemplos da aplicação e uso da homeopatia na agropecuária, além das suas vantagens no agronegócio brasileiro.

Até breve!