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Ureia é apontada como ótima opção para a suplementação de ruminantes no período de seca

Além de proporcionar a manutenção do peso do animal quando os níveis de proteína bruta das pastagens caem, a ureia ainda tem baixo custo quando convertido o alimento em quilos de proteína bruta. Dependendo do manejo alimentar da propriedade, pode, sim, ser utilizada também nos demais períodos do ano
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A fim de manter o padrão nutricional dos animais e evitar prejuízos na atividade pecuária, o período de seca – que ocorre de maio a setembro nas principais regiões do Brasil – exige sempre maior atenção do produtor. Afinal, é neste período que as pastagens se apresentam com deficiência proteica, obrigando o pecuarista a criar uma estratégia eficiente de alimentação suplementar. Sendo assim, uma das alternativas amplamente utilizadas nas propriedades nacionais é a ureia.

Milton de Souza Dayrell, Dr. em Ciências e Diretor Técnico da Nutriplan Produtos Agropecuários Ltda, explica que a ureia é uma fonte de nitrogênio não proteico utilizada pelo ruminante para produção, através de sua flora ruminal, de proteína microbiana que é degradada no pós-rúmen e utilizada pelo animal. “É uma ótima opção para ser utilizada no período da seca, quando os níveis de proteína bruta das pastagens decrescem a níveis inferiores a 7%.”.

Outro motivo que coloca a ureia como uma ótima alternativa para suplementação dos rebanhos no período de seca tem relação com a economia, na comparação com o farelo de soja, farelo de girassol e caroço de algodão. “A utilização como suplemento proteico, nos vários sistemas de produção, tem uma ótima relação custo/benefício, pois é um insumo de baixo custo, considerando que tem um equivalente proteico de cerca de 287%(6,25×4,6)”, explica Dayrell.

Diante do seu valor nutricional e custo/benefício, Dayrell cita que a ureia acaba sendo usada por alguns pecuaristas também nos demais período do ano. “Mais isso depende muito do manejo alimentar da propriedade. Por exemplo, a ureia é muito utilizada em suplementos minerais proteico-energéticos para animais em pastos de boa qualidade (verão), objetivando um maior ganho de peso”.

Aplicações de ureia na pecuária

Dayrell explica que a ureia pode ser adicionada aos suplementos volumosos, como cana-de-açúcar (mais utilizado, devido ao seu baixo teor de proteína e alto conteúdo de sacarose), capim picado e silagens. Nesses casos, inicialmente deve ser misturada com uma fonte de enxofre para auxiliar na composição de aminoácidos sulfurados. “Sendo, neste caso, indicado 9 partes de ureia e 1 parte de sulfato de amônio”.

Além disso, a ureia pode ser utilizada no preparo de suplementos minerais proteicos e proteico-energéticos. “A ureia pode substituir parcialmente a proteína bruta das misturas de concentrados. Normalmente, adiciona-se de 1 a 3% de ureia nessas misturas”, orienta Dayrell. A Nutriplan, aliás, produz uma ração contendo entre 1 a 2% de ureia destinada para gado de leite e corte, além de ovinos e caprinos.

Para fabricação desta ração com ureia, a empresa se preocupa com a qualidade da matéria-prima e, por isso, faz questão de adquirir o produto de uma empresa de renome no mercado. “A certificação da qualidade do produto da Carbotex é muito importante, pois nos dá segurança e confiança na qualidade dos produtos produzidos pela Nutriplan. Além disso, o pronto atendimento e as condições de comercialização são fatores que influenciam na aquisição da ureia da Carbotex”.

Forma correta de uso

Visando garantir um uso eficiente e seguro da ureia na suplementação de ruminantes, Dayrell ressalta que os pecuaristas devem ficar atentos a algumas limitações. Entre elas, ele destaca: “1) baixa aceitabilidade pelos animais; 2) possibilidade de intoxicação, quando não usada corretamente; 3) segregação quando misturada com outros ingredientes da dieta”.

Portanto, para evitar a intoxicação dos animais pela ureia, o especialista orienta que os seguintes procedimentos devem ser seguidos:

⦁ Fazer adaptação dos animais, começando com ingestão pequena da ureia e ir aumentando gradativamente a quantidade. Por exemplo, se estiver fornecendo ureia misturada (1%) a cana de açúcar, iniciar misturando 0,5% de ureia e ir aumentando gradativamente até alcançar 1%;
⦁ Limitar o consumo de ureia ao máximo de 40g/100 kg de peso vivo do animal;
⦁ Evitar a ingestão de uma quantidade excessiva de ureia em um curto intervalo de tempo;
⦁ Evitar acúmulo de água no cocho de alimentação dos animais;
Por fim, seguindo essas recomendações, Dayrell garante que a ureia poderá servir como um forte aliado de pecuaristas no enfrentamento do período de seca. Ou, dependendo do manejo alimentar daa propriedade, nos demais períodos do ano. Afinal, é uma tecnologia simples e de baixo custo de implantação.

Fonte: Natália de Oliveira/Redação Agrovenki
Crédito da foto: Divulgação/Carbotex

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