Transporte de cargas vivas em Viracopos é discutido

Presidente executivo do IBEqui analisou oportunidades e possibilidades de maior desenvolvimento do transporte aéreo de equídeos no Brasil
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Bem-estar animal foi um dos assuntos tratados no encontro em Viracopos – Foto: Divulgação IBEqui
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O presidente executivo do Instituto Brasileiro de Equideocultura (IBEqui), Manuel Rossitto, participou de visita técnica aos terminais de cargas vivas e de operações da Modern Logistics, no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Recebido pelo CEO da Aeroportos Brasil Viracopos, concessionária responsável pelo gerenciamento do complexo aeroportuário, Gustavo Müssnich, Rossitto analisou oportunidades de desenvolvimento do transporte aéreo de equídeos.

Demandas da Equideocultura frente à importação e exportação de animais vivos e de material genético, vantagens do transporte aéreo doméstico de equídeos, contribuição para o aumento das operações no aeroporto, custo benefício, características estruturais das baias de transporte aéreo, levando em consideração o Bem-Estar Animal, e a criação de uma estação quarentenária de equídeos, foram assuntos tratados no encontro em Viracopos.

Para Rossitto, o aeroporto é muito importante para o transporte aéreo de cargas vivas (equídeos, bovinos, suínos e aves) e tem forte relevância econômica para Campinas e toda a sua região. “Empresas como a Modern Logistics, estão se especializando em transporte aéreo de cargas vivas”, destacou o presidente executivo do IBEqui, que realizou a visita acompanhado pelos médicos veterinários César Fabiano Vilela, Daniel Luiz Fechio e Orlando Filho.

Segundo Orlando Filho, o potencial da Equideocultura no Brasil é elevado, tanto na importação quanto na exportação de equídeos. Entretanto, para o médico veterinário, a aproximação e os esforços de agentes públicos e entidades privadas representativas do segmento equestre, poderá representar um avanço nas ações para eliminação de barreiras sanitárias, ainda existentes no comércio internacional de equídeos do país.

“Além dos mercados da Europa e da Ásia, precisamos solucionar a questão das exportações para os países membros da Comunidade Andina (Bolívia, Colômbia, Equador e Peru), que não aceitam cavalos do Brasil (importações definitivas), devido ao Acordo de Cartagena, que exige que o país exportador seja livre de mormo. O quarentenário irá possibilitar o transporte de animais, atendendo à legislação dos países que o Brasil não tem convênio”, pontuou Rossitto.

Países com acordo sanitário de exportação definitiva válido: Angola, Argentina, Congo, Chile, México, Nicarágua, Paraguai, EUA, Suriname e Uruguai.

Transporte de cargas vivas em Viracopos é discutido
Foram analisadas oportunidades de desenvolvimento do transporte aéreo de equídeos – Foto: Divulgação IBEqui

O transporte de cargas em Viracopos

De acordo com o Terminal de Cargas (TECA), houve um aumento expressivo das movimentações na importação, exportação, cargas domésticas e remessas expressas, no Aeroporto Internacional de Viracopos. No ano de 2020, foi registrado um recorde histórico de transporte de cargas (em peso), desde o início integral da concessão, que ocorreu no ano de 2013, com um total de 262,2 mil toneladas transportadas.

Na comparação do acumulado de 2020 com o total do ano de 2019, a alta foi de 18,16%, já que em 2019 foram movimentados pelo TECA de Viracopos 221,9 mil toneladas. A eficiente logística e a moderna infraestrutura do terminal de cargas foram fundamentais e estratégicas, por exemplo, para a chegada de medicamentos, equipamentos hospitalares, respiradores, máscaras, testes e vacinas para o combate à Covid-19.

Um levantamento feito de 2017 até o primeiro semestre de 2021, pelo Terminal de Cargas Vivas do Aeroporto de Viracopos, mostra que 17% das cargas vivas importadas no período são de equídeos. As exportações de equídeos, realizadas através do mesmo terminal no período, representam 22% das cargas vivas. Mensalmente, cerca de 50 equídeos passam pelo Terminal de Cargas Vivas do Aeroporto de Viracopos.

Fonte: IBEqui
Foto: Divulgação IBEqui

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