Entidades e a satisfação pelo fim do embargo chinês

“Retomada das exportações de carne para a China é a melhor notícia do final de ano para a pecuária brasileira”, diz presidente da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB).
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Entidades e a satisfação pelo fim do embargo chinês
Fim do embargo chinês à carne bovina brasileira é um grande presente para o setor, neste final de 2021.
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A ACNB comemora a decisão da China de retomar a compra de carne bovina brasileira. A informação deve ser oficializada hoje pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) confirma a informação de reabertura do mercado chinês.

“Esta notícia é muito bem-vinda para encerrar o ano. A China é o maior comprador da nossa carne e a retomada dos embarques é excelente para todos os elos da cadeia produtiva, especialmente para os pecuaristas, que certamente receberão mais pelo gado – especialmente os animais prontos para abate com até 30 meses de idade, exigência chinesa”, assinala Nabih Amin El Aouar, presidente da ACNB.

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Nabih Amin El Aouar, presidente da ACNB.

A China suspendeu a compra de carne bovina brasileira no início de setembro devido à ocorrência de dois casos atípicos de encefalopatia espongiforme bovina (EEB) em Minas Gerais e no Mato Grosso. O MAPA coordenou as negociações de reabertura do mercado, processo que teve final positivo.

“A decisão de volta das exportações para a China também é muito positiva para a raça Nelore, que representa 80% do plantel brasileiro e mais de 90% das exportações de carne”, complementa Nabih.

ABCZ também comemora

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) anunciou oficialmente na manhã desta quarta-feira (15) a liberação das exportações de carne bovina brasileira para a China. Pelo comunicado emitido pelo órgão, a certificação e o embarque da proteína animal para o país asiático serão normalizados e podem ser retomados imediatamente. A informação, que já era bastante aguardada pelo setor, foi comemorada pelo presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Rivaldo Machado Borges Júnior.

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Rivaldo Machado Borges Júnior, presidente da ABCZ.

“Sabemos a importância que o mercado chinês tem para nossa produção, ao mesmo tempo em que sabemos da qualidade e de todo o rigor sanitário utilizado na produção da carne brasileira. Justamente por isso, entendíamos que essa situação necessitava de uma solução urgente. Quero parabenizar publicamente nossa ministra Tereza Cristina, e toda a equipe do MAPA, que não pouparam esforços para retomada desse mercado, como também todas as demais entidades envolvidas nesse pleito e, claro, aos nossos associados, produtores de carne, que têm desenvolvido um trabalho formidável para que a carne de Zebu, que está na mesa do Brasil, também esteja no mundo todo”, comemora Rivaldo Júnior.

A retomada do mercado chinês também foi comemorada pelo governo federal, em um processo que já era desenvolvido desde o início do embargo, em setembro, quando o Brasil identificou e comunicou dois casos atípicos da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB).

“Retomamos o fluxo normal de exportações para a China. Tivemos uma negociação bastante técnica com uma série de trocas de informações e reuniões com a equipe da autoridade sanitária chinesa. Nós já tínhamos concluído o envio das últimas informações pelo nosso canal via embaixada em Pequim há cerca de um mês, então já esperávamos que houvesse uma solução. Desta forma, o país asiático passa a aceitar novamente os lotes de carnes brasileiras certificadas a partir desta quarta-feira. É uma boa notícia para o setor, já que se trata do principal destino de importação de carne bovina brasileira”, explicou o secretário Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, José Guilherme Leal.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais, Orlando Leite Ribeiro, complementa destacando que o Brasil forneceu todas as informações solicitadas pelas autoridades chinesas, sendo que a OIE, que é a organização internacional que acompanha a saúde animal, analisou as informações prestadas, e reafirmou o status brasileiro de “risco insignificante” para a enfermidade.

“Eles ficaram satisfeitos com o nível de informações fornecidas pelo MAPA. Nossa equipe aqui teve contato com as autoridades chinesas quase que diariamente. Quando as informações técnicas satisfizeram as autoridades chinesas, eles reabriram o mercado”, explicou.

Fontes: ACNB e ABCZ

Crédito: Divulgação ACNB / Divulgação ABCZ

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