Mercado da suinocultura está mais otimista

Relação mais equilibrada entre oferta e demanda sinalizam mais reajustes positivos nas próximas semanas
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Mercado da suinocultura está mais otimista
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Áudio

O mercado da suinocultura esta mais otimista. De acordo com o presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), Valdomiro Ferreira, houve um consenso entre produtores e frigoríficos em manter este valor para que haja tempo de adaptação de novas tabelas de valores da carcaça no atacado e varejo. “O mercado é mais otimista do que há 15 dias, baseado na possibilidade de ter um custo reduzido em função do recuo nos preços do milho e farelo de soja”, disse.  

Situação semelhante ocorreu no mercado mineiro, com o valor do animal vivo mantido em R$ 7,50/kg. O consultor de mercado da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg), Alvimar Jalles, explica que “o mercado operou em ambiente equilibrado entre oferta e procura”, e pontuou que “quando há acordo é que houve convergência entre as partes sobre os fundamentos”. 

Em Santa Catarina o setor viu o preço subir de R$ 7,13/kg vivo para R$ 7,65/kg vivo. Conforme afirma o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio de Lorenzi, os produtores não têm mais animais tão pesados, e isso pode ter contribuído para a melhora no cenário. “Acredito que o momento é favorável, porque a Cooperativa Aurora aumentou o preço aos integrados, então ela (a cooperativa) vê um mercado promissor lá na frente. Há também a possibilidade de baixa nos preços dos grãos”, afirmou.  

Suinocultura na semana 

O mercado da suinocultura independente registrou preços em alta ou estáveis nas principais praças produtoras na quinta-feira (17/06). Lideranças analisam o movimento com otimismo, aguardando novos aumentos para as próximas semanas, apoiados por uma relação mais equilibrada entre oferta e demanda.  

Em São Paulo, o preço ficou mantido em R$ 8,00/kg vivo, valor que estava sendo praticado desde a semana passada, ainda que não tenha havido acordo entre frigoríficos e suinocultores na ocasião (10/06). 

Considerando a média semanal (entre os dias 10/06/2021 a 16/06/2021), o indicador do preço do quilo do suíno do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve alta de 10,36%, fechando a semana em R$ 6,82. 

“Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$ 7,20”, informou o reporte do Lapesui. 

O mercado gaúcho, que negocia os animais no mercado independente às sextas-feiras, registrou alta no preço em 11/06, saindo de R$ 6,53 para R$ 7,05/kg vivo. Segundo Valdeci Folador, presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), a reação de preços nas demais praças produtoras é vista com bons olhos. Já na sexta-feira (18/06) a expectativa era de mercado firme. 

Fonte: Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS)
Crédito da foto: Divulgação

Leia outras notícias no portal Mundo Agro Brasil

Relacionadas

Leia também