Dia de Campo de Avicultura no Vale do Rio Doce

Criação de aves caipiras é destaque em evento importante para a avicultura da região e de Minas Gerais.
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Dia de Campo de Avicultura no Vale do Rio Doce
“O frango e o ovo são alimentos ainda mais acessíveis ao consumidor, sendo importantes fontes de proteína animal mais barata do que outras carnes, mesmo em se tratando de produtos da avicultura caipira, que são mais valorizados”, diz Rodrigo Neves.
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A Emater-MG promoveu, em 28 de outubro, um Dia de Campo de Avicultura, no município de Sobrália, no Vale do Rio Doce. O evento abordou questões relativas à avicultura caipira e foi realizado no Criatório Neves.

As estações trataram dos seguintes temas: criação de galinhas para iniciantes e marketing digital na avicultura; cadastro e registro de granjas avícolas na agricultura familiar; manejo, alimentação, doenças e vacinas; e os programas da Certificação do Frango e do Ovo Caipira.

A iniciativa envolve, além da Emater-MG, parceiros, apoiadores e patrocinadores. O objetivo é atender demanda dos próprios produtores do setor que já identificaram ser esse um filão do mercado em franca expansão.

Avicultura caipira

A avicultura caipira está crescendo cada vez mais em Minas Gerais, como uma atividade rural rentável. É ideal para a agricultura familiar, já que pode ser implementada facilmente em pequenas propriedades e complementar a renda.

Além disso, a carne de frango e de galinha caipira é considerada atraente por muitos turistas, interessados em saborear a variada gastronomia dos lugares por onde passam.

“O frango e a galinha caipira são alimentos turísticos, muito saudáveis e saborosos. Outro aspecto é que há muita preocupação da população, de uma forma geral, com o bem-estar animal”, pontua a coordenadora técnica estadual de Pequenos Animais da Emater-MG, Márcia Portugal.

Márcia Portugal explica que o sistema caipira é um modo de criar as aves soltas e de forma semi-intensiva. “Elas possuem livre acesso a piquetes, que é a pastagem, onde podem escolher os alimentos naturais, como minhoca, pequenos moluscos, insetos, composto de capim, restos culturais de hortaliças e frutas, além da ração balanceada. As aves têm a liberdade de expressar seus instintos naturais: correr, brincar, tomar banho de sol. Por isso, a gente fala que o sistema caipira preza o bem-estar animal”.

Mercado atraente crescente

O preço da carne de frango e dos ovos também é um fator que ajuda a revelar porque a avicultura é hoje uma atividade crescente e presente em todo o estado, segundo a coordenadora da Emater-MG. “O frango e o ovo são alimentos ainda mais acessíveis ao consumidor, sendo importantes fontes de proteína animal mais barata do que outras carnes”.

O proprietário do Criatório Neves, Rodrigo Neves, concorda e ressalta a produção de ovos, como o primeiro passo para quem deseja iniciar na avicultura. Segundo o avicultor, a venda de ovos é a porta de entrada na atividade, já que é um produto fácil de comercializar, uma vez que quase todas as pessoas comem ovos.

“A produção de ovos é o start para qualquer pessoa que quer entrar na avicultura, pois é fácil de vender. Você tendo ovos para consumo, qualquer lugar que você oferecer, as pessoas vão te comprar. Hoje todo o mundo consome ovo. E além disso, é um produto mais barato”, conclui.

Extensão rural

Neves cria galinhas para corte e poedeiras, além de outras aves ornamentais como o galo índio gigante, que além de enfeitar quintais também serve na procriação da espécie. Tudo no sistema caipira. Desde quando montou o criatório em 2017, ele vem recebendo orientação da Emater-MG, vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

Por isso, ele faz questão de dizer que, se não fosse o atendimento da empresa pública de extensão rural e assistência técnica, já teria desistido do negócio. “O atendimento da Emater-MG foi essencial para o desenvolvimento do negócio aqui continuar e fluir. Sem o atendimento e o suporte da Emater, eu creio que teria desistido lá no início, como eu tentei desistir várias vezes, por conta das dificuldades que têm mesmo”, conta.

Ivana Ventura Fanni é técnica da Emater-MG que atende os municípios de Governador Valadares, São Félix, Alpercata e Sobrália. Ela explica que o produtor Rodrigo Neves está se adequando para certificar seus produtos. “Já levei o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) à propriedade e o Rodrigo recebeu as orientações para se adequar. Ele também fez o cadastro junto ao órgão e está em processo de regularização e certificação”, informa.

Acesso à certificação

A coordenadora Márcia Portugal conta que, como o setor de avicultura se solidificou e vive um crescimento grande no estado, a Emater-MG tem trabalhado a cadeia dos produtos, seu fortalecimento e legalização. Uma das ações tem sido o estímulo à certificação do frango e do ovo caipira, por meio do Programa Certifica Minas Frango Caipira e do Programa Certifica Minas Ovo Caipira. Os dois programas são distintos e fazem parte de uma política pública do estado.

“São programas do IMA, órgão certificador. São realizados com o apoio da Emater-MG e da Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais). Para produtor agregar o selo caipira no rótulo é necessária a certificação.

Essa certificação agrega ao produto uma rastreabilidade e uma certeza de que o consumidor está comprando uma mercadoria que respeita toda a legislação ambiental, humana e de Boas Práticas de Produção, sempre pensando no bem-estar animal”, esclarece.

Fonte: Emater-MG

Crédito: Cultivando negócios

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