Confina Brasil e os cultivares de forragem

Desenvolvimento genético de forrageiras de alto desempenho demora mais de uma década.
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Confina Brasil e os cultivares de forragem
Desenvolvimento genético de forrageiras de alto desempenho demora mais de uma década – Foto: Divulgação Confina Brasil
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As forrageiras de qualidade representam um dos principais pilares responsáveis pelo constante avanço da produtividade da pecuária brasileira. “O que poucos sabem é que entre a pesquisa e a conclusão do desenvolvimento genético de um novo cultivar de forrageira são necessários pelo menos 10 anos”, conta Gustavo Aguiar, coordenador de Marketing da Barenbrug do Brasil. “É o caso dos cultivares de Brachiaria Cayana e Sabiá, da Barenbrug, que apresentam alta produção de massa seca total e ótima produção de massa seca de lâmina foliar, que são fatores que resultam em maior taxa de lotação e, consequentemente, proporcionarão maior produção animal por área”, destaca.

Em seu desafio de monitorar a pecuária intensiva nos principais estados do país, a expedição Confina Brasil visitou a Unidade de Produção e Inovação da Barenbrug, em Guaíra (SP), para conhecer o passo a passo do desenvolvimento genético de novos cultivares e o processo de produção de sementes forrageiras de alto desempenho que ajudam a atender as necessidades nutricionais dos bovinos.

Mauro Ortolani, gerente de Planta da Barenbrug do Brasil, explica que o fornecimento de sementes de qualidade começa quando as sementes chegam à empresa para as devidas análises. “O primeiro desafio é chegar ao mínimo de 90% de pureza (retirada de impurezas, sementes invasoras, insetos, entre outros)”. O nosso processo de beneficiamento de sementes envolve uma série de etapas que atendem a um rígido processo de controle de qualidade. Após a limpeza, as nossas sementes são armazenadas em ambiente climatizado para conservar a qualidade fisiológica, o que se reflete na germinação e no vigor”, conta Ortolani.

Confina Brasil e os cultivares de forragem
O desenvolvimento de um novo cultivar envolve a realização de cruzamentos para obtenção das características superiores, avaliação dos híbridos e posterior avaliação agronômica – Foto: Divulgação Confina Brasil

Depois do beneficiamento, as sementes são tratadas e revestidas para garantir maior plantabilidade e proteção contra agentes patogênicos, que favorecem o estabelecimento da pastagem. “Coletamos amostras durante todo o processo produtivo e as enviamos ao nosso laboratório para análises físicas e fisiológicas. Atuamos, na Barenbrug, com um controle rígido de qualidade muito acima do exigido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)”, destaca Diego Pereira, especialista em sementes da empresa.

De acordo com Carlos Zacareli, coordenador de Qualidade da Barenbrug do Brasil, as análises físicas consistem nas avaliações de pureza do produto. “As análises seguem um diagrama de qualidade para avaliar o seu potencial. O produto só é liberado, na Barenbrug, para comercialização com um padrão mínimo de 95% de pureza para braquiárias e 90% para Panicuns, que está acima do previsto pela legislação do MAPA (60% para braquiárias, e 40% para Panicuns)”.

“Os cultivares Sabiá e Cayana, de braquiária, são exemplos da qualidade do trabalho e frutos do propósito da Barenbrug de aumentar a produtividade na pecuária. Eles foram desenvolvidos geneticamente, oriundos do nosso germoplasma de forrageiras tropicais, que é o maior banco privado do mundo. Esses cultivares são caracterizados por excelente resposta à alta fertilidade e capacidade de perfilhamento, alta relação folha/colmo, elevada qualidade da forragem e eficiente conversão animal”, conta Ulisses Figueiredo, líder do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento de Forrageiras Tropicais da Barenbrug.

Ulisses informa que o desenvolvimento de um novo cultivar envolve a realização de cruzamentos para obtenção das características superiores, avaliação dos híbridos e posterior avaliação agronômica. Depois, as sementes seguem para o teste VCU (Ensaio de Valor, Cultivo e Uso), que inclui ensaios de protocolo pré-definidos sob corte e pastejo. Finalizada essa etapa, um relatório é gerado e enviado ao MAPA para aprovação.

“Liberado o produto pelo MAPA, ele segue para nova avaliação – desta vez de desenvolvimento técnico da empresa, que envolve testagens com os tratamentos nas sementes nuas. Somente depois é que a semente é lançada no mercado. Portanto, tanto o Sabiá quanto o Cayana são cultivares que seguramente levam mais produtividade e rentabilidade aos produtores rurais”, conclui Ulisses.

Referência global no mercado de forrageiras, a Barenbrug, patrocinadora da expedição, é especializada no melhoramento genético, produção e tratamento de sementes forrageiras e desenvolvimento de novas tecnologias de pastagem.

Fonte: Confina Brasil/Texto Comunicação
Foto: Divulgação Confina Brasil

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