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Plataforma de Integridade Corporativa – “Compliance”, um importante desafio na rotina do Agronegócio

Está no Agronegócio a base do crescimento sustentável de toda economia próspera do país
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A proposta do tema de hoje é falar de forma macro da cultura de Integridade Corporativa. Diante de tantos desafios, quer seja para a América Latina e em especial para o Brasil, podemos dizer que, diariamente, estamos no enfrentamento de batalhas econômicas, políticas, sociais e jurídicas – Mas está no Agronegócio a base do crescimento sustentável de toda economia próspera do país.

Destaca-se como um setor em constante mudança no ambiente regulatório, requerendo adaptações céleres e processos inovadores dentro da economia internacional.

No Brasil, além disso, frente a altos índices de corrupção, a várias distorções políticas, ao inesperado cenário de saúde causado pela pandemia do coronavírus, as empresas do Agronegócio vêm estruturando suas metas não somente baseadas no negócio em si, mas na capacidade de consolidar sua Governança Corporativa em sólidos valores éticos e responsáveis. 

Inseridos neste cenário, sempre nos deparamos com riscos potenciais que merecem a atenção da liderança e como nos demais setores, afeta diretamente as estratégias de competitividade. Daí a necessidade de implantar um monitoramento nos processos de compliance das empresas, que inclui a recente adequação à Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD (Lei 13.709/2018).

O objetivo corporativo de uma sólida área de Compliance é consolidar-se em políticas e mecanismos de controle autônomos que possam evitar desvios e alavancar oportunidades de negócios com segurança, até eventualmente antecipando-se às ameaças potenciais, de forma que a organização se torne exemplo de grande diferencial competitivo.

A LGPD é um exemplo claro desta necessidade de transparência da empresa e do exemplo a ser dado pela cadeia produtiva, e fundamentalmente por seus interlocutores, como funcionários, colaboradores/prestadores de serviços, fornecedores, parceiros comerciais e clientes.

Vale dizer, no âmbito da LGPD, aqui nos referimos aos processos que afetam a área comercial a serem estabelecidos, inclusive nos casos de venda direta ao seu principal consumidor – Produtores Rurais, que demandará um controle minucioso de dados pessoais coletados e tratados na rotina das atividades comerciais e de marketing. Recomenda-se um mapeamento detalhado de procedimentos, sistemas de controle internos, avaliação dos mecanismos de atuação no mercado e até uma análise de probabilidade de ocorrência de vazamento de dados versus o impacto potencial para modelo de negócio.

Outras práticas responsáveis no âmbito de atividades comerciais e de marketing devem estar baseadas em: i) construir a relação com o mercado por meio de ações nestas áreas que não extrapolem ou possam colocar em risco a legislação concorrencial; ii) de forma recorrente –  treinar, treinar e treinar sua equipe para afastar riscos de suborno ou corrupção, até no “lobby” com agentes regulatórios;  iii) atuar em conjunto com parceiros comerciais que tenham os mesmos padrões ou espelham suas práticas e valores de mercado; iv) assegurar políticas clara de relacionamento com clientes e fornecedores para não aceitação de jantares, presentes, dentre outras atividades que possam afrontar regras de conduta da empresa; dentre outros – aqui elencados como exemplos tímidos, mas importantes para resguardar a integridade corporativa responsável dos negócios.

Riscos em compliance podem afetar diretamente a reputação institucional e comercial da empresa, e mais do que isso, impactam na imagem da organização e das pessoas.  Não é pouca coisa para os grandes “players” do segmento!

Enfim, estamos diante de um novo momento, que agora inclui a LGPD na relação de privacidade com o cliente. Não podemos esperar surpresas como a perda de confiança nos processos de tratamento, guarda ou eliminação de dados pessoais quer seja no âmbito interno e externo e independente do tamanho da empresa.

Por fim, sendo o Agronegócio – o setor que rege grande parte da economia ambientalmente sustentável; alavancado por tecnologias de baixo carbono; à frente de muitos exemplos dentro do ambiente de biodiversidade e com ações concretas para geração de modelos de matriz de energia limpa; se deve esperar que Governança Corporativa e Integridade caminhem a passos rápidos e seguros e  devem constituir um importante pilar estrutural na agenda do setor.

Vale aqui resgatar a memória de casos recentes que deram errado e colocaram em risco a reputação empresarial brasileira, a história de grandes players que foram colocados em xeque, tais como Petrobrás e Odebrechet, que não possuíam um departamento de compliance até há alguns anos e protagonizaram escandalosos casos de corrupção. A exposição de condutas não responsáveis, forçosamente, levou estas empresas a se reinventarem e resgatarem a confiança para alcançar os patamares bem-sucedidos e reconhecidos no mercado. Mas, seguramente, ainda levará um bom tempo e um custo bem alto até chegar lá!