Liderança de Alto Impacto – O Agro precisa avançar – Parte 4

Você que está sempre correndo, acelerando olhando o futuro de maneira ansiosa, nunca parou para fazer uma releitura e entendimento de como se formou a pessoa ou o profissional que é atualmente?

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“Networking é a arte de ser interessante sem ser interesseiro” – Douglas Diniz

O segundo dos três eixos que suportam o líder de alto impacto no agronegócio é o eixo da Liderança Servidora. Agora é hora de olhar para dentro da porteira, olhar o trajeto em meio à lavoura que nos trouxe até aqui, e reconhecer a importância de cada um que nos influenciou ao fazer parte dessa comitiva em nossas vidas, que veio lentamente nos formando dia a dia.
 

Quando você pensa no dia de hoje, é importante que o veja como parte de um vídeo, e não como uma foto, pois a vida é dinâmica e não estática. Seu trajeto até aqui é um filme onde você é o protagonista, mas, como está sempre correndo, acelerando olhando o futuro de maneira ansiosa, nunca parou para fazer uma releitura e entendimento de como se formou a pessoa ou o profissional que é atualmente.
 

Essa falta de clareza sobre nosso trajeto é prejudicial quando tentamos definir um destino em nosso futuro, o nosso propósito, pois nos encontramos distantes de nossa essência, sem ter consciência disso. Na mentoria, fazemos essa releitura juntos, com objetivo de minimizar o risco de frustrações futuras ao atingir as metas que desejava e não se encontrar realizado mesmo assim. Afinal, em nosso trajeto da vida, a velocidade não é um objetivo e sim um meio. Correr sem ter certeza do destino é insano.

Outro ponto fundamental é reconhecer as pessoas que atuaram neste filme conosco porque, como diz a filósofa Terezinha Rios, somos trança de gente. E por este motivo, é muito rico entender e planejar nosso networking.

Como definição, Networking é uma palavra em inglês que indica a capacidade de estabelecer conexões com alguém. Networking não é simplesmente trocar cartões, conectar no linkedin ou adicionar o contato no whatsapp. Vamos aprofundar aqui este entendimento.

A frase que abro este artigo traz um primeiro olhar de como essa conexão deve ser feita, buscando ser interessante sem ser interesseira, pois ela deve ser construída quando você pode, quando tem algo a oferecer, e não quando você precisa.

 Portanto, networking é construído com o ato de servir, o segundo eixo do líder de alto impacto, e ter consciência de como estão suas conexões hoje é fundamental para a construção do trajeto futuro.

As conexões e relacionamentos que nos influenciam, impactam e nos desenvolvem em nosso trajeto são as que se encontram mais próximas (entre 8 e 12 pessoas) e as de maior frequência.

Na mentoria de liderança que conduzo nós desenhamos juntos um mapa dessas relações identificando quantidade, frequência e senioridade em três grandes grupos: pessoal, operacional e visão de futuro. Também faço uma provocação sobre quem não está nesta lista e deveria vir para ela com foco em desenvolvimento.

Normalmente o resultado indica uma baixa quantidade concentrada no pilar operacional. E é impressionante quando a pessoa se vê assim descrita por ela mesma no papel. Partimos então para um plano de ação baseado em servir e ser interessante para abrir conexões que ampliem o cardápio de possibilidades com muita diversidade para que este líder ganhe amplitude de visão e ações na condução de suas equipes e negócios, para que ele seja um grande líder de alto impacto.

Para encerrar, vou citar um trecho de uma música do Djavan que resume boa parte do que explorei até aqui. Vale a leitura pausada e interpretativa de cada verso para uma reflexão de como ser um líder servidor.

            “Em algum lugar onde se pode esperar pelo melhor

              Onde cada ser se viu crescer

              Cheio de planos para servir

              Vida só há de ter quem dividir

              Ser alguém por fazer mais

              Não se pode ir além nas costas de alguém…”

No próximo artigo vamos falar do ultimo eixo do líder e suas ações e escolhas.

VQV!

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