Abertura de mercado de proteína brasileira ao Canadá

Mais uma vitória do nosso Agro se deu esta semana com a autorização do ministério da Agricultura canadense para iniciar as importações de carnes suína e bovina produzidas no Brasil
Compartilhe no WhatsApp
Abertura de mercado de proteína brasileira ao Canadá

Esta semana, em missão oficial em Ottawa, Canadá, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, compartilhou uma boa notícia para o nosso Agro. Na segunda-feira (14), em reunião no ministério da Agricultura canadense, ficou acertada a autorização do início das importações de carnes suína e bovina produzidas no Brasil.

ministra 1603
Ministra da Agricultura em missão no Canadá – Foto: José Cruz – Agência Brasil

“O Canadá é um dos mercados mais importantes do mundo. Com essa autorização, ultrapassamos a extraordinária marca de 200 novos mercados abertos para produtos brasileiros em todo o mundo nos últimos três anos. Também é uma notícia muito boa para os frigoríficos brasileiros que podem empregar e trazer renda para o interior do nosso país”, disse Tereza Cristina ao sair do encontro com o vice-ministro canadense.

Orlando Leite Ribeiro, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, explica que, levando em conta o market share do Brasil para esses dois produtos é possível estimar exportações da ordem de US$ 150 milhões por ano. “Sabendo  que o Canadá não tem imposto de importação para suínos, esse é um mercado que pode ir além do market share brasileiro”.

Também a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) comemorou o anúncio feito pela ministra da Agricultura. Em comunicado, a entidade lembrou que a abertura é válida para os estabelecimentos sob inspeção federal localizados em Santa Catarina – à época da solicitação inicial, o estado era o único reconhecido como livre de aftosa sem vacinação, que é um critério estabelecido pelas autoridades canadenses.

“Além de gerar mais divisas para a suinocultura nacional – que vem enfrentando fortes dificuldades em função dos elevados custos de produção – o reconhecimento sanitário das autoridades canadenses reforçará as chancelas já existentes quanto qualidade e sanidade do produto brasileiro”, completaram os responsáveis pela ABPA.

“Quanto mais mercados o Brasil abrir, melhor será para o país, independente dos volumes que vierem a ser adquiridos”, destacou o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, que também comentou: “A notícia da abertura de mercado de proteína brasileira ao Canadá é positiva, e pode ajudar o Brasil a reduzir a dependência das exportações para a China.”

Mercado suíno em fevereiro

As avaliações acima são bastante concernentes diante das movimentações do mercado nacional de proteína e que estão em concordância com o mais recente Boletim do Suíno – fevereiro de 2022 – já disponibilizado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

O boletim mostra o recuo dos preços médios do suíno vivo em fevereiro pelo segundo mês consecutivo, registrando, inclusive, os menores patamares reais desde julho de 2018. A pressão veio da oferta elevada de animais, que vem sendo observada desde o início deste ano. Além disso, a forte redução das demandas interna e externa por carne suína, sobretudo na primeira quinzena, reforçou o movimento de baixa dos preços do animal.

Quanto aos preços e as exportações, pelo segundo mês consecutivo, as exportações brasileiras de carne suína tiveram forte retração em fevereiro, chegando ao menor volume desde janeiro/21. Esse resultado reforça o cenário de baixa liquidez dos animais e da carne no mercado doméstico brasileiro observado ao longo do último mês.

Já na relação de troca e insumos, mesmo com as altas nos preços do suíno vivo na segunda quinzena de fevereiro, a média mensal fechou abaixo da de janeiro, devido às desvalorizações registradas no início do mês. Dessa forma, o poder de compra de suinocultores frente aos principais insumos consumidos na atividade, milho e farelo de soja, caiu novamente em fevereiro, acumulando três meses consecutivos de queda frente ao milho e quatro frente ao farelo de soja.

 Carnes concorrentes: Os preços de todos os produtos do setor suinícola subiram na segunda quinzena de fevereiro, porém, as médias do mês fecharam bem abaixo das de janeiro. A desvalorização da carne suína foi, inclusive, mais intensa que as registradas para as principais concorrentes, as proteínas bovina e de frango.

Fonte: Redação MAB e apoio de informações do Cepea/ Esalq/USP

Leia outras notícias no portal Mundo Agro Brasil

Relacionadas

Veja também

Queijaria marajoara consolidou sua marca como referência nacional e internacional na produção queijeira artesanal, preservando a cultura da Ilha do Marajó e acumulando importantes conquistas ao longo de duas décadas
Queijo do Marajó Fazenda São Victor recebe Medalha de Ouro e é eleito o Melhor Queijo do Pará; queijaria também conquista medalhas com doce de leite e manteiga de búfala.
Pesquisa on-line é aberta a criadores associados e não associados e vai auxiliar na construção de um Programa de Melhoramento Genético mais eficiente e alinhado à realidade do setor
Segundo a ANC, dados consolidados apontam expansão contínua da seleção genética na pecuária de corte