Exportações para Rússia estão comprometidas?

9 de março de 2022

ABPA vê preocupação com exportações de carnes suína e de frango para a Rússia. Segundo seu presidente, a dificuldade inicial está em encontrar novos navios para rotas longe do conflito
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Exportações para Rússia estão comprometidas
Conflito entre Rússia e Ucrânia estão dificultando em muito a logística para movimentação de navios mercantes na região – Foto: Reprodução

Em todo o mundo, com a elevação dos preços do milho, aumenta a preocupação do setor de proteína animal que depende dessa commodity para a produção de ração. Além disso, a guerra vai prejudicar as exportações para a Rússia.

No ano passado, o Brasil exportou pouco mais de 9 mil toneladas de carne suína para os russos, com receita de quase US$ 24 milhões. Esse volume respondeu por cerca de 0,8% dos embarques da proteína em 2021.

Já os embarques de carne de frango para a Rússia responderam por 2,8% do total exportado pelo Brasil no ano passado, com quase 106 mil toneladas e receita de US$ 167 milhões.

Para o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, os conflitos vão impactar as exportações de carne de frango do Brasil para a Rússia, no entanto, o impacto será limitado e não vai ‘sobrar’ produto no mundo. A grande questão está no aumento dos preços, que será inevitável.

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Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) – Foto: Divulgação ABPA

“O grande efeito está no preço dos insumos. Já tivemos alta no milho, no farelo de soja e no trigo. E subindo o custo da ração, o valor do frango, do suíno e do ovo sobe no supermercado e na mesa dos brasileiros”, pontua Santin.

O dirigente da ABPA também acredita que o fluxo dos embarques para a Rússia será afetado, devido à escalada no conflito. Mas os produtos brasileiros devem chegar ao seu destino.

“Os produtos que estão a caminho da Rússia vão chegar ao seu destino. A grande dificuldade está em encontrar novos navios e continuar o fluxo de comércio, já que há uma desconfiança de armadores para viajar em uma zona de guerra. Estamos atuando junto às empresas no estudo de rotas alternativas, que estão longe da área do conflito”, diz.

Fonte: ABPA

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