Uso de bactéria em raízes como novos fertilizantes é desenvolvido pela Embrapa

24 de julho de 2022

O uso da bactéria como insumo biológico pode ser uma alternativa à diminuição de fertilizantes importados, cada vez mais caros
Compartilhe no WhatsApp
Uso de bactéria em raízes como novos fertilizantes é desenvolvido pela Embrapa
Estudos feitos em laboratório mostram melhor produtividade do arroz – Foto: jcomp/Freepik

Novos usos de bactéria nas raízes de lavouras de grãos têm resultado em plantas maiores, mais resistentes a doenças e com maior produtividade, segundo as pesquisas recentes conduzidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Os experimentos comprovaram ganhos em lavouras de arroz, feijão e milho.

De acordo com o pesquisador Adriano Nascente, o uso desses insumos biológicos pode ser uma alternativa à diminuição de fertilizantes importados, cada vez mais caros. 

Um dos estudos feitos em laboratório mostra que as raízes do arroz tratado com a bactéria Azospirillum ficaram 86% mais longas, e o volume das raízes mais que dobrou. Isso significa mais absorção de nutrientes e aumento da produtividade. Resultados parecidos foram alcançados na produção de milho.

Bactéria Serratia

Fora do laboratório, a equipe da Embrapa também avaliou combinações da bactéria chamada Serratia com diferentes doses de nitrogênio, fósforo e potássio, no solo de cultivo de arroz em terras altas, na cidade de Santo Antônio de Goiás. A bactéria facilita a absorção dos nutrientes e o resultado foi um aumento médio de 17% na produção, 630 quilos por hectare. Segundo Adriano Nascente, os bioinsumos diminuem custos e deixam a planta mais resistente.

Além disso, o uso desses bioinsumos também diminui a necessidade de expansão territorial do cultivo.

Segundo o Ministério da Agricultura, bioinsumos já são usados na produção de soja há décadas. Hoje são encontrados no mercado, pelo menos, 475 produtos e sua utilização tem crescido cerca de 28% ao ano.

Fonte: Agência Estado

Leia outras notícias no portal Mundo Agro Brasil

Relacionadas

Veja também

Um encontro que aproximou inovação, ciência e territórios para orientar o caminho do setor privado
Durante café da manhã promovido pelo WWF-Brasil na Casa da Sociobioeconomia, guardiões do Cerrado mostram como a coleta de sementes nativas une renda, restauração ambiental e justiça climática
Iniciativa já distribuiu mais de 30.000 unidades de hortaliças produzidas em hortas sustentáveis
Pauta inclui 111 itens prioritários que serão tratados até o dia 21