Novos usos de bactéria nas raízes de lavouras de grãos têm resultado em plantas maiores, mais resistentes a doenças e com maior produtividade, segundo as pesquisas recentes conduzidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Os experimentos comprovaram ganhos em lavouras de arroz, feijão e milho.
De acordo com o pesquisador Adriano Nascente, o uso desses insumos biológicos pode ser uma alternativa à diminuição de fertilizantes importados, cada vez mais caros.
Um dos estudos feitos em laboratório mostra que as raízes do arroz tratado com a bactéria Azospirillum ficaram 86% mais longas, e o volume das raízes mais que dobrou. Isso significa mais absorção de nutrientes e aumento da produtividade. Resultados parecidos foram alcançados na produção de milho.
Bactéria Serratia
Fora do laboratório, a equipe da Embrapa também avaliou combinações da bactéria chamada Serratia com diferentes doses de nitrogênio, fósforo e potássio, no solo de cultivo de arroz em terras altas, na cidade de Santo Antônio de Goiás. A bactéria facilita a absorção dos nutrientes e o resultado foi um aumento médio de 17% na produção, 630 quilos por hectare. Segundo Adriano Nascente, os bioinsumos diminuem custos e deixam a planta mais resistente.
Além disso, o uso desses bioinsumos também diminui a necessidade de expansão territorial do cultivo.
Segundo o Ministério da Agricultura, bioinsumos já são usados na produção de soja há décadas. Hoje são encontrados no mercado, pelo menos, 475 produtos e sua utilização tem crescido cerca de 28% ao ano.
Fonte: Agência Estado
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