Motivado pela contínua desvalorização do dólar, os preços do trigo continuam em queda no mercado interno. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), isso acaba por ocasionar na pressão da paridade de importação.
Entre os dias 28 de março e 4 de abril, o dólar caiu 3,3% frente ao Real, fechando a R$ 4,612 na segunda-feira, 4. Produtores, inclusive, ficaram mais afastados do mercado spot nacional, passando a focar no cultivo da nova temporada e, em alguns casos, na comercialização de produtos da safra de verão, cenário que reduziu a liquidez.
Derivados
Na semana passada, as cotações das farinhas seguiram em alta, devido ao elevado custo com a matéria-prima e ao fato de alguns moinhos já terem sinalizado previsão de novos reajustes positivos em abril.
Em relação aos farelos, o repasse dos custos e a realização de negócios estão mais difíceis, pois há disponibilidade de substitutos com menor preço para alimentação animal.
Trigo nos EUA: qualidade menor que o esperado
Enquanto isso, nos Estados Unidos, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) classificou 30% do trigo de inverno dos Estados Unidos em condição boa a excelente – índice abaixo das expectativas de analistas e dos 53% vistos um ano atrás, conforme o primeiro relatório semanal de progresso da safra para 2022.
De acordo com onze analistas, em média, consultados pela Reuters, havia uma esperança que o governo classificasse 40% da safra como boa a excelente. As estimativas variavam de 32% a 47%.
Durante o inverno e início da primavera (do hemisfério Norte), a seca persistiu em grande parte das planícies, a principal região para o trigo de inverno vermelho duro, a maior classe de trigo dos EUA.
Vale ressaltar que o trigo de inverno, plantado no último outono, será colhido principalmente em junho e julho.
Fonte: Forbes, Cepea
Leia outras notícias no portal Mundo Agro Brasil