Tecnologia e inovação no Agronegócio

O agronegócio potencializa o crescimento da economia brasileira, e a tecnologia é decisiva para o desempenho do setor. Entenda porque no artigo!
Share on whatsapp
Compartilhe no WhatsApp
Share on facebook
Share on linkedin
Share on email
Share on telegram
Tecnologia e inovação no Agronegócio
Áudio

O Brasil é um país que se destaca pela diversidade da sua economia. São várias as atividades que contribuem para o crescimento do país. Contudo, algumas têm especial importância. O agronegócio é um dos setores que mais contribuem para a composição do PIB brasileiro.

Tanto é verdade que o segmento fechou 2020 com aumento de 9% na participação do PIB e de 17,4% no Valor Bruto da Produção (VBP). Para 2021, a projeção de crescimento do agronegócio é de 3%. O setor é um dos mais importantes da cadeia produtiva nacional, tendo a tecnologia como uma importante aliada do seu crescimento. Neste artigo, mostramos como e porque a inovação no campo tem papel decisivo no sucesso do agronegócio no Brasil.

Agronegócio: a tecnologia como propulsora do crescimento

De acordo com dados do livro “Uma Jornada Pelos Contrastes do Brasil: Cem anos do Censo Agropecuário”, a agropecuária cresceu, em média, 3,22% ao ano nos últimos 47 anos. Os avanços mais recentes foram ainda mais expressivos.

De 1995 a 2017, o Valor Bruto da Produção agropecuário dobrou e a tecnologia foi responsável por mais de 60% desse crescimento. Já na comparação entre os censos agropecuários de 2006 e 2017, a taxa de crescimento chegou perto de 4,3%, acima da média dos Estados Unidos (1,9%), China (3,3%), Chile (3,1%) e Argentina (2,7%).

O avanço do agronegócio no Brasil, com ritmo constante de crescimento, tem sido viável graças ao amplo uso da tecnologia, que entrega ferramentas importantes para o trabalhador do campo. As metodologias modernas e os equipamentos inovadores ajudam a manter a conformidade no processo de produção, tornam o ciclo mais sustentável e aumentam a produtividade do segmento.

Com tantos recursos valiosos ao seu alcance, os agricultores obtêm inteligência estratégica para planejar o futuro da agropecuária brasileira é crescer.​ O presidente do Ipea, Carlos von Doellinger, em entrevista para o Canal Rural, destacou a importância do agronegócio para a economia brasileira. De acordo com o executivo, projeções do Ipea estimam que as cadeias produtivas do agro (produção, armazenagem, comercialização, etc) podem representar 25% do PIB.

Sem dúvida, o futuro do Brasil será altamente impactado pelo sucesso do agronegócio. O setor vem obtendo excelente performance, acumulando vantagens competitivas e mostrando que o país é imensamente rico.

Tecnologia viabiliza inovação e modernização do agronegócio

No livro “Uma Jornada Pelos Contrastes do Brasil: Cem anos do Censo Agropecuário”, um dos capítulos mostra como a tecnologia vem transformando a agropecuária brasileira, consolidando-a como um modelo de sucesso.

Graças a esse movimento de inovação e modernização dos processos no campo, o Brasil conquistou destaque no cenário agrícola mundial: é o terceiro maior produtor de alimentos, depois da China e dos Estados Unidos. Além disso, é o segundo maior player exportador, atrás apenas dos Estados Unidos. Contudo, o país pode e deve ir além.

De acordo com relatório recente elaborado pela FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) no Brasil, em parceria com a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a agricultura mundial precisa aumentar em 70% a produção de alimentos até 2050. Tudo isso será necessário para atender às demandas de uma população estimada de 9,8 bilhões de pessoas.

Sendo assim, ainda de acordo com a FAO, a expectativa mundial é a de que o Brasil contribua com 40% da demanda futura de alimentos do planeta. E o país tem condições de entregar tudo isso. Com uma imensa disponibilidade de terras, clima favorável, água abundante, tecnologia no campo e processos produtivos mais sustentáveis, o Brasil tem se destacado no cenário agrícola mundial.

Um amadurecimento que tem sido construído ao longo dos últimos anos. De acordo com dados do livro, entre 1995 e 1996, a tecnologia do agro respondia por 50,6% do total da produção brasileira, ao lado de 31,3% do uso da mão de obra trabalho e 18,1%, da terra.

Uma década depois, em 2006, o percentual de uso da tecnologia no campo passou para 56,8% e, em 2017, saltou para 60,6%. Os números desenham uma curva crescente de modernização dos processos no agronegócio.

Produtividade em alta com o uso da tecnologia

A inovação tecnológica chegou na área rural em várias frentes. A mecanização dos processos produtivos, a partir do uso de máquinas práticas e modernas, e o desenvolvimento de variedades de sementes mais adaptadas aos diferentes tipos de solo e clima do país são apenas dois exemplos de inovações.

A oferta de máquinas agrícolas, com destaque para o crescimento da frota de tratores, acompanhou o avanço da soja e do milho a partir da década de 1960. De lá para cá, o agronegócio se fortaleceu muito.

Ao adotar tecnologia na agropecuária, o produtor rural também viu sua renda bruta crescer e os custos reduzirem. O desafio da vez, agora, é democratizar o acesso às soluções inovadoras para todos os produtores rurais do país, de pequeno, médio e grande porte.

Cada vez mais, a tecnologia será uma grande facilitadora do crescimento do agronegócio no Brasil, contribuindo para impulsionar a economia brasileira. Contar com um parceiro que atenda às necessidades do seu segmento é fundamental! Quer conhecer as soluções da Thomson Reuters para profissionais do agronegócio? Acesse agora!

Fonte: Reuters Brasil

Foto: Divulgação

Leia outras notícias no portal Mundo Agro Brasil

Relacionadas

Veja também

Linhas de financiamento para investimento foram as mais procuradas no período com alta de 50%, em comparação com o plano safra anterior.
Intitulado de SONDA, a nova solução da empresa combate as principais plantas daninhas que afetam a produtividade na lavoura
O programa tem como premissa um modelo de exploração sustentável, com respeito ao solo
Medida foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional e é importante para financiar projetos do agronegócio