Nova tecnologia de logística de captação de leite

Iniciativa da Embaré otimiza o custo de produção, reduz a emissão de gases poluentes na atmosfera e aumenta a capacidade de transporte, passando de 250 mil litros por dia para 440 mil.
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Nova tecnologia de logística de captação de leite
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A Embaré aderiu em sua operação de captação de leite a utilização de um rodotrem, caminhão com maior capacidade de armazenamento e transporte. Com exclusividade de uso no Brasil, a empresa é a única indústria de alimentos autorizada a trabalhar com a tecnologia para essa finalidade.

Segundo o gerente de captação e fomento da Embaré, Yago Silveira, a implementação dessa tecnologia tem permitido à Embaré maior flexibilidade logística. A companhia conseguiu otimizar a coleta do leite, preservando a qualidade da matéria-prima e potencializando a distribuição e a produção da indústria, tanto em quantidade de insumo captada, quanto em atuação.

Hoje no País, as coletas são realizadas por caminhões de pequeno porte, com capacidade de 9 mil litros e com cobertura de área limitada. O que implica em mais viagens e necessidade de bombeamento de leite para tanques maiores, impactando diretamente na eficiência operacional. Enquanto a estrutura do rodotrem, composta por um cavalo mecânico (caminhão) e dois ou mais semirreboques, possibilitando maior deslocamento de carga.

De acordo com Silveira, com a adoção dessa tecnologia a Embaré já consegue fazer o transporte de 44 mil litros por caminhão, quintuplicando sua performance. Além desse aumento significativo de capacidade, o grande diferencial do rodotrem, segundo ele, está principalmente na preservação das características do leite, já que o novo processo logístico elimina a etapa de bombeamento do leite entre tanques, evitando as variações de temperatura da matéria-prima, que interfere em sua qualidade.

Com o sistema, a Embaré também aumenta o raio de operação, conseguindo operar além dos 300 km de raio da fábrica sem que haja perda de qualidade do leite, ampliando sua capacidade de captação. Em setembro, entraram em operação os últimos rodotrens da frota da Embaré (formada por dez veículos). Com isso, a capacidade de transporte diário de leite da companhia quase dobra, passando de 250 mil litros diários para 440 mil.

Os benefícios do novo processo de captação são ainda maiores quando se pensa no ecossistema do negócio. Além da otimização dos processos operacionais, os produtores ganham com a melhoria do atendimento com o horário correto da coleta, os clientes na gôndola com a oferta de produtos feitos com matéria-prima de alta qualidade, e o meio ambiente com a redução de gases poluentes, já que o número de veículos utilizada para o transporte é reduzido substancialmente.

Yago Silveira gerente de captacao e fomento da Embare2 Arquivo Embare
Yago Silveira, gerente de captação e fomento da Embaré.

Sustentabilidade

Além de diminuir a emissão de gases poluentes na atmosfera por meio da inovação desenvolvida para a captação do leite, a Embaré está em fase de implantação do Transportation Management System (TMS), um sistema de gerenciamento de transporte que trabalha a performance de cada etapa da operação. Por meio dele será trabalhada uma melhor taxa de ocupação dos veículos, o tipo de veículo que deve ser utilizado na operação e o gerenciamento das rotas, otimizando a quantidade de veículos utilizados, reduzindo também a emissão de gás carbônico na atmosfera.

Também em fase de desenvolvimento, a Embaré está preparando um novo programa que visa incentivar a instalação de placas fotovoltaicas nas fazendas parceiras da empresa, para que passem a fazer uso de energia limpa.

Outra iniciativa é com os dejetos dos animais que são transformados em energia. Por meio de biodigestores, bactérias decompõem os dejetos através da fermentação anaeróbica e o gás produzido serve para gerar energia elétrica. E ainda o reaproveitamento de água pluvial nas fazendas.

A Embaré incentiva a adesão destas tecnologias e oferece suporte para que o produtor tenha acesso a linha de crédito que viabiliza sua implementação.

A Embaré

Fundada em 1935, a Embaré possui fábricas em Lagoa da Prata, Santo Antônio do Monte e Patrocínio, em Minas Gerais, que somam aproximadamente 51mil m² de área construída e contam com nove laboratórios próprios. Hoje a empresa tem capacidade de processamento diário de 2,8 milhões de litros de leite.

Atuante nas categorias de laticínios e confeitaria, a Embaré está entre as maiores indústrias de latícnios no Brasil. Com um mix diversificado, a empresa conta mais de 100 produtos, fabricados nos mais altos padrões de qualidade. Sua linha de lácteos é composta por leite em pó, leite UHT, leite condensado, creme de leite, doce de leite, bebida láctea, manteiga e queijos.

A empresa também produz os tradicionais caramelos, que são hoje exportados para países dos cinco continentes. A Camponesa, marca que assina a linha de lácteos da Embaré, encontra-se atualmente entre as três marcas de leite em pó mais vendidas do Brasil, de acordo com o Instituto AC Nielsen.

Nas regiões Norte e Nordeste e em Minas Gerais, a participação de mercado da marca é ainda mais relevante. De acordo com pesquisa realizada no início de 2020 pela Ipsos, líder global de estudos de mercado, a Camponesa está entre as duas marcas de leite em pó mais lembradas nos estados do Norte e Nordeste do Brasil.

Fonte: Embaré

Crédito: Arquivo Embaré

Créditos da Foto: Adobe Stock

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