Rússia retomará importação de carnes bovina e suína

A Rússia retomará a importação de carne bovina e suína de 12 unidades brasileiras nesta semana, disse o regulador de segurança sanitária do país nesta terça-feira.
Share on whatsapp
Compartilhe no WhatsApp
Share on facebook
Share on linkedin
Share on email
Share on telegram
Rússia retomará importação de carnes bovina e suína
Áudio

A maioria das restrições aos produtores brasileiros de carne bovina e suína pela Rússia está em vigor desde 2017, devido a alegações do uso do aditivo ractopamina na alimentação das criações, o que grupos brasileiros da indústria de carne negaram. No mês passado, a Rússia já havia permitido a importação de carne bovina de três grandes exportadoras brasileiras.

A liberação acontece após a ministra da Agricultura brasileira, Tereza Cristina, ter se reunido em Moscou na semana passada com o chefe do Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Rússia, Sergey Dankvert, que ainda garantiu a realização de uma visita de inspeção ao Brasil, no primeiro trimestre de 2022, visando habilitação de novas plantas frigoríficas brasileiras para exportação.

A Rússia, que no passado chegou a ser um dos maiores mercados para o Brasil, planeja estabelecer uma cota de importação isenta de impostos de até 200 mil toneladas de carne bovina em 2022 para aumentar a oferta doméstica, como parte das medidas que o governo espera que ajude a estabilizar a inflação doméstica, que está em máxima de cinco anos.

Para o Brasil, maior exportador mundial de carne bovina, a Rússia é um mercado promissor, já que suas exportações para a China foram temporariamente suspensas em setembro, depois que dois casos atípicos de doença da vaca louca foram relatados no país sul-americano.

Paralelamente, as autoridades alfandegárias da China disseram em 23 de novembro que aceitarão pedidos de importação de carne bovina brasileira que tenha recebido certificado sanitário antes de 4 de setembro.

O Brasil suspendeu as exportações de carne bovina para a China em 4 de setembro após detectar dois casos atípicos de doença da vaca louca, mas a carne que já estava nos portos continuou sendo exportada, com a maior parte não conseguindo passar pela alfândega na chegada à China.

Os casos foram considerados “atípicos” por serem de um tipo espontâneo, e não por transmissão no rebanho. De acordo com a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês), casos “atípicos” não oferecem riscos à saúde humana e animal, e são em geral detectados em bovinos mais velhos.

Rússia retomará importação de carnes bovina e suína

China deverá reduzir importações de carne bovina em 2022

Para o comentarista do Canal Rural Benedito Rosa, o embargo chinês permanece devido à recuperação do plantel de suínos do país asiático. “A demanda por carne está sendo atendida pelo mercado interno. Isso explica a ausência de quase três meses da China, que promoveu a suspensão dos embarques sem relação com a questão sanitária”, diz o comentarista.

O fim do embargo chinês pode gerar problema de escassez da carne bovina. Ainda de acordo com Rosa, o país asiático vai retomar as compras de carne bovina do Brasil de forma gradual, mas em menor volume para o próximo ano. “Os volumes de exportação serão menores em 2022, pois, aparentemente, a China está diversificando sua fonte de fornecedores da proteína animal”, finaliza. Uma nova liberação é esperada para a partir de 25 de novembro, envolvendo nove unidades de suínos e três de carne bovina.

Fonte: Agência Brasil/Canal Rural

Crédito: Agência Brasil/Wenderson Araújo/Trilux

Leia outras notícias no portal Mundo Agro Brasil

Relacionadas

Veja também

Para especialistas, desempenho exportador das carnes neste início de 2022 é bastante satisfatório, mas o preço da carne suína registra queda anual próxima de 10%
Também nos bovinos, os nutrientes desempenham funções essenciais no organismo; então, atenção para quando ele faltarem na forragem oferecida, Carência muito comum no País
Os dados constam do banco da Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC), entidade mais antiga de registro de animais de raça do país
Segundo RTP, um grupo empresarial chinês prevê que China vai importar mais carne bovina brasileira agora em 2022. Uma boa notícia