De acordo com um relatório da instituição financeira, no início de 2022, muitas incertezas e preocupações tomaram conta do planejamento para a próxima safra de grãos, especialmente em relação à disponibilidade e ao custo dos adubos. Porém, o volume importado do insumo entre janeiro e maio de 2022 superou a marca registrada em igual período de 2021. Foram pouco mais de 15 milhões de toneladas nos primeiros cinco meses deste ano, contra quase 13 milhões em igual intervalo no anterior. Isso atenua a possibilidade de risco de escassez de fertilizantes no país.
O Rabobank, entretanto, ressalta que as importações ocorreram a preços elevados. Em razão da elevação, o banco estima um aumento entre 50% e 75% nos custos de produção, segundo o Canal Rural.
Informações do Ministério da Economia revelam o aumento médio nos valores praticados na importação de fertilizantes para o Brasil. Conforme os dados da pasta, nos primeiros cinco meses de 2022, cada tonelada do insumo saiu por cerca de US$ 630. A quantia é 2,4 vezes maior que os US$ 260 registrados um ano antes.
Risco atenuado e a real dependência de fertilizantes importados
O Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que utiliza. A Rússia é um dos grandes fornecedores, respondendo a quase um quarto do mercado global. Em razão das sanções causadas pela invasão russa à Ucrânia, havia o temor da diminuição da disponibilidade do insumo. Porém, comparando o acumulado dos cinco primeiros meses de 2022 e 2021, a oferta dos russos no mercado brasileiro cresceu 6%.
Fonte: Revista Oeste e Canal Rural
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