Retração do milho no Brasil e alta máxima nos EUA

20 de abril de 2022

Em queda há 10 dias consecutivos no Brasil, o milho atingiu a máxima de US$ 8/bushel em Chicago nos EUA
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Retração do milho no Brasil e alta máxima nos EUA
Os preços do milho seguem em queda na maior parte das regiões do Brasil – Foto: aleksandarlittlewolf/Freepik

Acompanhados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – Cepea, os preços do milho seguem em queda na maior parte das regiões, refletindo a retração de compradores, que têm adquirido pequenos volumes, à espera de novas desvalorizações.

Do lado vendedor, as colheitas regionais têm levado parte dos agentes a negociar o cereal. Na região de Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa está em queda há 10 dias consecutivos, e no dia 14 fechou a R$ 87,30/saca de 60 kg, 1,97% inferior ao do dia 7. A média mensal, por sua vez, já está 10,4% inferior à de março. 

Milho atinge máxima acima de US$ 8/bushel em Chicago

Enquanto isso, nos Estados Unidos, os contratos futuros de milho, negociados na Bolsa de Chicago (CBOT), superaram 8 dólares por bushel, marcando o preço mais alto em quase uma década na última segunda, devido a preocupações com o clima desfavorável para safras dos EUA e pela guerra na Ucrânia, que interrompeu as exportações de grãos.

Traders temem que o clima frio diminua o plantio de safras nesta primavera nos EUA e possa reduzir os rendimentos na época da colheita no outono. Um deles, Rich Feltes, chefe de insights de mercado da corretora RJ O’Brien revela que as previsões mostram “apenas breves janelas abertas para o plantio no Meio-Oeste” até o final do mês.

O plantio já começou devagar, com 2% da safra semeada até 10 de abril, abaixo da média de cinco anos de 3%. “Parece que um pouco de milho será plantado antes do final de abril, mas a guerra na Ucrânia continua”, disse Dennis Smith, corretor de commodities da Archer Financial Services em Chicago.

Vale destacar que a produção de grãos dos EUA é particularmente importante este ano porque a guerra na Ucrânia colocou em dúvida suas plantações e paralisou as exportações agrícolas da região do Mar Negro, um importante fornecedor global de milho e trigo.

Os contratos futuros de milho mais ativos chegaram a 8,03 dólares por bushel na CBOT, o nível mais alto desde setembro de 2012.

Fonte: Cepea, Forbes

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