“Produzindo florestas com mãos especiais” é o slogan que resume com exatidão a proposta do Programa Cultivar, um projeto realizado pela Cocamar Cooperativa Agroindustrial que completou 16 anos de atividade nesta terça-feira, 22 de março, tendo como objetivo atender a demanda ambiental e, principalmente, permitir a inclusão e o desenvolvimento profissional dos alunos e colaboradores da cooperativa.
Criado em 2006, o Programa Cultivar trabalha ativamente com o incentivo ao reflorestamento e a reconstituição das áreas de preservação permanente e de matas ciliares através das mãos de pessoas com deficiência. É desta forma que o projeto promove a inclusão de alunos da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) no mercado de trabalho.
Esses colaboradores, contratados pela cooperativa Cocamar, cumprem expediente diário e são os responsáveis pela produção de mudas de espécies nativas destinadas na recuperação das áreas de proteção ambiental, sendo distribuídas aos cooperados, órgãos públicos e, também, para a comunidade nas cidades de Maringá e Rolândia, no Paraná.

Produção de mudas e alegria no Programa Cultivar
É com muito talento em suas funções que Jaqueline Almagro Xander, 32 anos, do município de Floresta, desenvolve o seu trabalho dentro do programa, em Maringá. “Eu gosto muito de estar aqui, mexer com plantas faz bem e a gente ajuda o meio ambiente”, diz ela, que, com seu salário, tem a oportunidade de ajudar nas despesas de casa.
A pedagoga Rose Santos, instrutora de produção de mudas dentro do Cultivar, contabiliza 24 participantes de diferentes faixas etárias, em Maringá, e 12 em Rolândia, onde a supervisão é feita por Ingrid Gulzow.
Durante os dois primeiros anos da pandemia, em 2020 e 2021, as equipes permaneceram em casa. No entanto, diante da sensível redução dos níveis de contaminação neste ano, as atividades vêm sendo retomadas, embora ainda com bastante cuidado e observando um revezamento do pessoal.
De acordo com Rose, a meta para 2022 é produzir cerca de 80 mil mudas nos dois viveiros que serão destinadas pela cooperativa aos produtores cooperados para a recomposição de áreas de preservação permanente. “Em 16 anos, com certeza ajudamos a formar uma imensa floresta”, comenta, lembrando que algumas das espécies cultivadas são jatobá, ipês, paineira, araçá vermelho, goiaba, quina, jacarandá, figueira e outras.
Fonte: Cocamar
Leia outras notícias no portal Mundo Agro Brasil