Destaque da Paraíba na produção de leite de cabra

Hoje, como o quinto maior rebanho caprino do país, o Estado da Paraíba saí na frente na produção de leite

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Destaque da Paraíba na produção de leite de cabra
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Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com um rebanho de 20 mil cabeças de caprinos e ovinos, a Paraíba tem uma produção de leite com média de 14 mil litros diários, gerando um faturamento superior a R$ 7,5 milhões.

Tais dados, recentemente atualizados, foram captados pela Empresa Paraibana de Pesquisa, Regularização Fundiária e Extensão Rural (Empaer), vinculada à Sedap, juntamente com parceiros, que empreendem ações no sentido de fortalecer a cadeia produtiva da caprinovinocultura leiteira e de corte na Paraíba.

Apenas a título comparativo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de acordo com os dados divulgados na pesquisa Censo Agro 2017, mostravam a Paraíba como a maior produtora de leite de cabra do Brasil. E as informações coletadas apontavam que naquele período o estado produziu 5,6 milhões de litros de leite de cabra, o que corresponde a 17% a mais que o segundo colocado no ranking do país, a Bahia, cuja produção foi de 4,6 milhões de litros.

Assim, é possível afirmar que esse impulso do mercado paraibano começou a ser sentido há cerca de quatro anos. E um dos principais fatores para tanto diz respeito ao melhoramento genético, a partir da importação de animais, e mais investimentos em pesquisas pelo governo, disponibilizadas para os criadores, com a efetiva participação da extensão rural, o que melhorou a produtividade e qualidade do rebanho caprino e ovino paraibano.

Segundo dados da pesquisa de 2017, 72% do total de leite de cabra produzido na Paraíba foi comercializado, gerando um faturamento de 7,6 milhões de reais. O rebanho caprino do estado, conforme o censo agro, possui 19.397 cabeças. A produção pecuária do estado também conta com um efetivo de 1 milhão de bovinos contabilizados em 2017, que foi responsável pela produção de 205 milhões de litros de leite de vaca. Em relação à criação de aves, que inclui galinhas, galos, frangas e frangos, a Paraíba possuía 12,1 milhões de cabeças e uma produção que chegou aos 44 milhões de dúzias de ovos.

Atento a esse potencial econômico, o Sebrae Paraíba desenvolve projetos junto a produtores das regiões do Brejo, Agreste, Cariri e Curimataú ligados à ovino e caprinocultura. Organizados em cooperativas, os produtores focam em cortes especiais de carnes e melhoramento de carcaça, alimentando o comércio local. Outro foco do grupo é a produção de leite de cabra, especialmente como alternativa para obter maior lucratividade com a propriedade rural. No Sebrae, eles recebem acompanhamento que trabalha desde a gestão do estabelecimento até o melhoramento genético com foco no mercado.

“O leite de cabra é uma alternativa importante, principalmente diante das adversidades climáticas, e vários empresários têm investido e ampliado sua produção para alcançar melhores resultados econômicos. O projeto que desenvolvemos provoca não apenas o aquecimento no comércio das regiões, mas aumenta a autoestima dos produtores, que buscam dias melhores com o trabalho. É uma atividade propícia para essas regiões e seu crescimento foi comprovado com esse destaque na produção do leite de cabra no país”, afirmou o gestor do projeto de ovinocultura do Sebrae em Guarabira, João de Deus Leôncio.

Em 2017, a Paraíba tinha 163,2 mil estabelecimentos agropecuários, o equivalente a uma área de 3,4 milhões hectares, segundo o IBGE. Desse total, 2,6 mil estabelecimentos cultivaram exclusivamente cana-de-açúcar, com uma produção estadual de 5,3 milhões de toneladas. Outra cultura da agricultura temporária que mereceu destaque naquele ano foi a da mandioca, produzida em 27 mil estabelecimentos e com produção de 79 mil toneladas.

Já na agricultura permanente, o censo agro 2017 contabilizou plantação de banana em 5 mil estabelecimentos, que foram responsáveis pela produção de 67 mil toneladas da fruta no estado. O coco-da-baía também é um fruto produzido no estado, mais especificamente em 1,5 mil estabelecimentos agrícolas, conforme o IBGE. No período, a produção de coco-da-baía (tradicional coco) foi de 35 milhões. Ainda, conforme os dados da pesquisa, as atividades agrícolas ocupam 424 mil pessoas no estado.

Composição do leite de cabra

Puxando pelas origens do leite caprino, tão diferenciado e bastante consumido em quase todos os países, torna-se interessante saber que a cabra começou a ser domesticada principalmente no vale do rio Eufrates e nos montes Zagros, a partir da espécie Capra hircus, há, aproximadamente, 10.000 anos.

Possui um leite com um sabor e aroma fortes. O leite caprino é um pouco diferente do de ovelha, principalmente no sabor, pois contém maior quantidade de sais, o que lhe dá o sabor levemente salgado.

Além disso, é mais rico em natas (caseinatos), e apresenta maiores níveis de cálcio. O leite de cabras apresenta em sua composição maior teor de α-caseína aliado ao tamanho das micelas de gordura – menores quando comparado com leite de vaca -, o que lhe confere características medicinais. Muito utilizado no controle de problemas de intolerância a leite de outras espécies, problemas respiratórios como asma, bronquite e sensibilidades gastrointestinais. Com a gordura deste leite se fabrica o queijo de cabra, iogurte, e atualmente cosméticos.

A produção de leite no Brasil

No Brasil, a produção do leite de cabra continua em crescimento. E, até bem pouco tempo, o maior consumo era mais particularmente associado ao uso pediátrico, por crianças com alergia ao leite de vaca, ou a indivíduos que necessitam de leite especial.

Dentre as raças caprinas especializadas na produção de leite destacam-se as Saanen, Pardo Alpina, Toggenbourg, Alpina Americana e Anglo-Nubiana.

Fonte: Redação Agrovenki

Foto: Divulgação/ Canva

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