Peste Suína Africana está na porta

A Sociedade Rural Brasileira fez um alerta ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) sobre a necessidade de ações urgentes para barrar a Peste Suína Africana.
Share on whatsapp
Compartilhe no WhatsApp
Share on facebook
Share on linkedin
Share on email
Share on telegram
SRB alerta País e o setor sobre nova ameaça sanitária: a peste suína africana.
SRB alerta País e o setor sobre nova ameaça sanitária: a peste suína africana.

SRB enviou um ofício à ministra Tereza Cristina, em 30 de setembro, solicitando, entre outras medidas, o reforço da fiscalização em portos e aeroportos sobre a peste suína africana. As preocupações sobre o risco crescente de disseminação do vírus foram discutidas durante um encontro do Departamento de Suinocultura da SRB, na última no dia 27 do mesmo mês.

Na reunião, o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos, Alexandre Furtado, destacou que o problema se agravou com a recente disseminação da peste suína africana (PSA) nas Américas, após o registro de casos na República Dominicana e no Haiti. “São países que mantêm um intenso fluxo de turistas e de imigrantes com o Brasil”, explicou. A peste suína africana já vinha causando inúmeros prejuízos na Ásia e também na Europa. “Este vírus fica vivo por meses nos alimentos, e se propaga muito facilmente”, disse Furtado.

No ofício, a SRB faz um apelo à ministra para que haja um reforço nas fiscalizações referentes aos resíduos alimentares originários de aeroportos e portos, bagagens de passageiros provenientes de voos internacionais e na importação de insumos direcionados a alimentação animal.

“Entendemos que o papel do MAPA pode ser decisivo, atuando na melhoria da política de segurança e controle de fronteiras, atuando na conscientização, e evitando as graves consequências econômicas e sanitárias que a peste suína africana poderia causar ao Brasil”, afirmou a presidente da SRB, Teresa Vendramini.

A SRB defende também medidas que visem a cobrança de multas àqueles que descumprirem as ordens do não ingresso de alimentos e resíduos originários de países com casos identificados de PSA, no intuito de provocar a maior vigilância daqueles que ingressam no Brasil. “As medidas de fiscalização, somadas a um esforço de conscientização dos brasileiros, serão fundamentais para proteger a nossa agropecuária”, destacou Vendramini.

Uma estimativa feita pela Embrapa considera que o Brasil teria prejuízos de pelo menos US$ 5,5 bilhões caso registrasse algum caso de peste suína africana. A doença é considerada de notificação obrigatória pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e, mesmo que haja uma situação pontual, levaria a suspensão imediata das exportações de carne suína. Hoje o Brasil é o quarto maior produtor e exportador de carne suína do mundo.

O produtor rural e integrante do departamento de suinocultura da SRB, Helder Hofig, lembrou que o Brasil chegou a registrar um caso de peste suína africana em 1978, quando uma investigação mostrou que a contaminação ocorreu por restos de alimentos do aeroporto do Rio de Janeiro que foram jogados em lixões, e depois foram consumidos por animais de propriedades vizinhas.

“Mas naquela época a suinocultura não era esta potência que é hoje, com grande importância para economia brasileira”, ressaltou. O produtor afirma que uma possível contaminação no território brasileiro seria uma catástrofe para a agropecuária e para o país como um todo.

O presidente da ABEGS ressaltou que entre as dificuldades que o Brasil pode enfrentar para controlar eventuais casos, está a falta de um mecanismo que garanta indenização aos suinocultores que identificarem a zoonose em seus animais. Assim como na febre aftosa, a ocorrência da doença obriga os países a eliminar boa parte dos rebanhos. “Sem uma lei que garanta indenização aos produtores, muitos podem ficar temerosos, evitando relatar casos suspeitos”, alertou.

Fonte: SRB

Créditos da Foto: Acrismat

Leia outras notícias no portal Mundo Agro Brasil

Relacionadas

Veja também

Canchim, a raça sintética proveniente do Charolês (francês) e do Nelore (brasileiro) integra banco de dados do Promebo.
Já no parto, o coto umbilical precisa cicatrizar de forma correta para evitar problemas futuros aos animais e prejuízos ao pecuarista.
Em tempos onde o preço da produção do leite sobe menos que os custos, nutrição de qualidade e assistência técnica ajudam a manter alta produtividade
Entre tantas,mais uma pesquisa comprova que ingerir mais “ouro branco”, a gordura láctea, oferece menor risco de doenças cardíacas.