O Pará é o maior criador de búfalo do Brasil, com 38,13% da produção nacional. Estes dados foram divulgados pelo Núcleo de Planejamento do Sedap – Setor de Estatísticas da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca – com comparativos do efetivo de rebanho relacionados aos anos de 2015 a 2019. Entre as informações aparece taxa de variação, posição do Pará no ranking nacional, regiões de integração e os municípios paraenses com maior efetivo bovino entre outros estudos.
O Estado do Pará, além de ser o maior produtor de gado bubalino do Brasil, de acordo com fontes do Instituto Brasileiro de Estatísticas e Geografia (IBGE), através da Pesquisa Pecuária Municipal (PPM), é o quarto maior produtor de rebanho bovino do país, ficando atrás apenas do Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais.
Os dados mostram que das 1.434.141 cabeças de búfalo produzidas no Brasil, 546.777 são oriundas do Pará (ganho de 5,34% em relação ao ano de 2018), sendo a região do Marajó responsável pela maior quantidade do rebanho bubalino. Os municípios de Chaves (32,09%), Soure (15,41%) e Cachoeira do Arari (8,15%) são os que mais se destacam no segmento. Destaque bovino – Com relação ao ranking local de produção bovina, os dados mostram que São Félix do Xingu continua sendo o maior produtor do rebanho bovino. Segundo o levantamento, 10,73% da produção paraense são oriundas do município (2.241.537 cabeças). O segundo maior produtor paraense é Marabá (5,44%), seguido de Novo Repartimento (4,24%).
Os dados mais recentes revelam que o Pará produziu em 2019 um rebanho bovino de 20.881.204 cabeças (ganho de 1,22% em relação ao ano anterior), o que representa 9,72% do rebanho nacional. O Estado de Mato Grosso foi responsável por 14,88% do rebanho nacional.
No panorama histórico também é possível ter acesso ao ranking por região de integração. A região do Araguaia é maior produtora do rebanho bovino com 35,38% da produção, seguida pela região do Carajás (16,59%) e do Xingu (13,20%).
Já com relação à produção caprina (cabras, ovelhas e bodes), o Pará ocupa a 9ª posição, segundo o levantamento do Nuplan/Estatística, com uma produção em 2019 de 81.546 cabeças. O município de Trairão é o maior produtor local com 9,68% do efetivo.
Pecuária e Economia
O estatístico João Ulisses Silva, que é o responsável pela elaboração do estudo, disse que esses dados são importantes, pois mostram a relevância da pecuária para a economia do Estado, e sua representatividade no cenário nacional.
Ele explica que a Pesquisa Pecuária Municipal (PPM/IBGE) é realizada anualmente e a atualização é com um ano de defasagem, ou seja, o ano de 2019 foi apresentado pelo IBGE em outubro de 2020, com corte de referência temporal em no último dia do ano, com abrangências em nível de Brasil assim divididas: Grandes Regiões, Unidades da Federação, Mesorregiões e Microrregiões Geográficas e Municípios. O Setor de Estatística da Sedap é responsável pela sistematização das informações referente ao Estado do Pará, para consumo interno e disponibilizado para a sociedade.
Você sabia?
Os primeiros exemplares de búfalos foram introduzidos oficialmente através da ilha de Marajó, no Pará, em 1895, dando início à formação do rebanho brasileiro.
Entre suas várias características, além de fertilidade e precocidade, são animais longevos e com rusticidade. Adaptam-se bem a climas quentes e úmidos. São mais sensíveis à baixa umidade do que à alta temperatura. Por fim, os búfalos possuem o que se chama de tripla aptidão, ou seja, são propícios ao leite, à carne e à tração.
No que diz respeito à performance produtiva para fins econômicos, há que se desenvolver boas condições de manejo, alimentação adequada, cuidados zootécnicos atentos e melhoramento genético com regularidade.
Fonte: Instituto Brasileiro de Estatísticas e Geografia (IBGE); Setor de Estatísticas da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (SEDAP)