O Parlamento Europeu adia implementação da lei antidesmatamento

19 de dezembro de 2024

A decisão foi tomada após preocupações levantadas por estados-membros, países não pertencentes à UE, comerciantes e operadores que alegaram não estarem prontos para cumprir as regras na data original de 30 de dezembro de 2024.
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O Parlamento Europeu adia implementação da lei antidesmatamento
Imagem de Udo Pohlmann por Pixabay

O Parlamento Europeu aprovou um acordo para adiar a implementação da lei antidesmatamento da União Europeia (EUDR). A lei, que visa impedir a comercialização de produtos provenientes de áreas desmatadas após 2021, agora entrará em vigor em 30 de dezembro de 2025 para grandes operadores e comerciantes, e em 30 de junho de 2026 para micro e pequenas empresas. A decisão foi tomada após preocupações levantadas por estados-membros, países não pertencentes à UE, comerciantes e operadores que alegaram não estarem prontos para cumprir as regras na data original de 30 de dezembro de 2024.

O adiamento foi uma resposta às dificuldades enfrentadas por diversos setores em se adaptar às exigências da EUDR. A lei abrange sete cadeias produtivas principais: gado, cacau, café, óleo de palma, soja, madeira e borracha. A complexidade de rastrear a origem dos produtos e garantir que não sejam provenientes de áreas desmatadas após 2021 levou à necessidade de um prazo maior para adaptação.

O acordo com o Parlamento Europeu inclui o compromisso da Comissão Europeia de disponibilizar um sistema de informação para operadores e comerciantes, bem como uma proposta para a classificação de risco de países e regiões, até 30 de junho de 2025. Essas ferramentas são cruciais para facilitar a implementação da lei e garantir que as empresas possam cumprir as exigências de forma eficaz.

No Brasil, o Ministério da Agricultura anunciou o lançamento da Plataforma AgroBrasil+Sustentável, que visa atender às exigências do mercado europeu e da EUDR. A plataforma reunirá informações sobre a origem dos produtos, as práticas agrícolas utilizadas e seus impactos ambientais, facilitando a rastreabilidade e a conformidade com a nova legislação.

A relatora do Parlamento, Christine Schneider, enfatizou que o prazo adicional deve ser usado para implementar as medidas anunciadas pela Comissão, incluindo a plataforma online e a categorização de risco. Ela também espera uma avaliação de impacto e simplificação para países ou regiões de baixo risco, incentivando a melhoria das práticas de conservação florestal.

O Parlamento Europeu monitorará de perto o processo para reduzir a burocracia e garantir que as ações da Comissão correspondam às suas palavras. O objetivo principal é evitar que as partes interessadas e os consumidores sejam impactados negativamente pela implementação da regulamentação.

A EUDR, aprovada em abril de 2023, representa um esforço significativo para combater o desmatamento e promover práticas sustentáveis nas cadeias de produção. O adiamento da implementação visa garantir que a lei seja aplicada de forma eficaz e justa, permitindo que as empresas se adaptem às novas exigências e contribuam para a proteção do meio ambiente.

Por Agroin

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