Mulheres na raça Sindi: uma constelação de muito brilho

Mães, filhas, irmãs e esposas de selecionadores de todo o Brasil se uniram e estão cada vez mais próximas para trocar experiências, multiplicar conhecimento e promover a raça Sindi
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Nasce uma constelação de muito brilho
Mães, Filhas, irmãs e esposas de criadores se organizam no Sindi Mulher – Foto: Divulgação ABCSindi

Elas são as estrelas de diversos criatórios e quando não estão à frente das decisões permanecem ao lado de todos que trabalham pelo melhoramento genético e evolução positiva da raça Sindi. A força feminina está em movimento e começando uma história sólida que, além de fortalecer a amizade, gera projetos para ações e eventos.

Durante o Leilão Essência da Raça Sindi, na Fazenda Tabaju, em Sales, SP foi criado o grupo “As patroas do Sindi” com 23 integrantes que mantém contato permanente pela rede Whatsapp e em dezembro durante os dias de encontro para o Leilão J. França e Convidados, em Touros, RN, foi oficializada a criação do grupo “Sindi Mulher”, com perfil na rede Instagram.

“Com o Sindi Mulher queremos criar um ambiente para acolher todas as mulheres que querem criar, aprender sobre a raça e entender os caminhos do trabalho com seleção genética. Eu estou envolvida desde a infância com a raça e o ambiente é bastante masculino. Eu sou perfeitamente integrada com todos atualmente, mas senti em vários momentos uma certa insegurança e as vezes ficava envergonhada para questionar ou dar opiniões”, diz a médica veterinária e criadora do Sindi Porangaba, Helena Curi.

E reforça: “Nós queremos facilitar e promover a interação e aproveitar todas as qualidades e ideias das criadoras, parcerias e sucessoras. Com isso temos a certeza de que estamos contribuindo para promover o Sindi e mostrar toda a nossa força na criação. O Sindi é uma maravilha e com a participação ativa das mulheres não tem jeito de não alcançarmos ainda mais êxito e sucesso”.

Outra criadora que começou recentemente na raça é Moniquinha Carneiro, do Sindi MGS, de Campo Grande, MS. A energia da empresária e fazendeira é demonstrada de forma intensa, e ela desponta também como uma porta voz do grupo feminino.

“Os homens têm um relacionamento próximo entre eles, participam de vários grupos e estão sempre juntos, enquanto as mulheres se encontravam esporadicamente. Nesses dois encontros em 2021 tivemos a certeza de que queremos e podemos nos encontrar e fazer muita coisa juntas. Temos ideias, desejos e ideais similares e convergentes. Todas nós somos um importante apoio e retaguarda dos criadores, mas também temos todo o potencial para liderar ações de fomento da raça”, conta Moniquinha.

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Há mulheres desempenhando todas as difíceis e variadas funções inerentes à rotina de uma propriedade rural – Foto: Divulgação ABCSindi

Quem tirou o @sindimulher da esfera das ideias e produziu o perfil que já está atraindo muita atenção na rede foi a Maria Julia Franco Viana, da equipe do Sindi GFerraz, de Rondônia.

Segundo ela, o Sindi Mulher surgiu a partir de uma conversa que eu tive, durante o Leilão em Natal do Sindi JFrança, com o Dudu da Fazenda Asa Branca, ele já acompanhava o meu trabalho de divulgação no Sindi GFerraz, e conversamos sobre como a raça tem possibilitado a entrada de mulheres no trabalho do dia a dia, pela mansidão do gado e pela facilidade do manejo.

Então o Sindi Mulher foi criado para enaltecer esse trabalho feminino dentro da raça, ou seja, a página celebra não só criadoras de Sindi, mas também aquela mulher que trabalha na fazenda e interage com o gado, aquela mulher que admira a raça e que sempre que pode visitar algum criador vai e faz também aquela publicidade do “boca a boca”, a veterinária que foi fazer uma inseminação e se encantou pelo gado, etc.

“É um lugar onde todas as mulheres que criam, que trabalham ou que admiram a raça tem espaço! Nós sempre falamos que o Sindi é uma grande família, os criadores se identificam, viram amigos, trocam experiências, e foi daí que a Monica teve a ideia de fazer um grupo no WhatsApp de criadoras, para que nós mulheres também tenhamos essa interação, essa troca que é tão bacana entre os criadores da raça. E tem dado muito certo!”, diz Maju.

Ela ainda conta que “a partir daí juntamos força, o grupo de criadoras com a página do Instagram do Sindi Mulher, e temos planos para ampliação, com eventos, palestras e encontros entre as mulheres do sindi, pra fortalecer cada vez mais a nossa presença dentro e fora da fazenda, e incentivar mais mulheres a se encorajar na criação de gado também, sempre com a ideia de que a “união faz a força!”

A raça possui um super exemplo na raça Sindi, que é a Helena Curi, que toma a frente na criação do Sindi Porangaba, e que sempre exalta a mansidão do Sindi como qualidade essencial para o manejo do gado, ela mostra perfeitamente como mulheres devem e podem estar no comando!

“Aqui no Sindi GFerraz nós temos outro exemplo magnífico que é a Graça Ferraz, ela também, tem trabalhado no dia a dia com o gado, na alimentação, melhoramento, manejo, apartação e etc. Eu acho muito importante mostrar essa força, são mulheres inspiradoras! Então a iniciativa da página teve como objetivo mostrar todas essas mulheres e também divulgar ainda mais a raça Sindi, que faz a todas nós sermos apaixonadas pelo gado. Isso merece ser visto pelo mundo todo! Inclusive, eu já vi páginas internacionais respostando vídeos que eu fiz divulgando o Sindi na página @sindigferraz, e isso me alegra muito e me incentiva a continuar”, explica Maju.

Fonte: ABCSindi/Marcia Benevenutto

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