Ações extraordinárias visando coibir o comércio ilegal de mudas cítricas estão sendo realizadas por técnicos da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. As fiscalizações foram iniciadas na Defesa Regional de Limeira no mês de abril e já foram replicadas em diversos municípios. Nas próximas semanas todo o Estado deve receber as fiscalizações.
Valentim Scalon, engenheiro agrônomo da CDA e gerente do Programa Estadual de Sanidade na Produção de Materiais de Propagação, explica que o foco da ação é a identificação de mudas sem origem comprovada ou que foram produzidas em desacordo com a legislação. “Por não ter origem, os materiais usados na produção das mudas não possuem certificação fitossanitária e o risco de estarem contaminados com pragas e doenças é grande”.
Mudas ilegais podem propagar pragas e doenças
O engenheiro alerta que, se essas mudas fossem utilizadas na formação de um pomar, este já estaria contaminado. “Além disso, o produtor seria lesado por comprar mudas ilegais e prontas para propagar pragas e doenças”, completa.
Em maio do ano passado, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) publicou a Portaria SDA MAPA 317, que institui o Programa Nacional de Controle à doença denominada Huanglongbing (PNCHLB) e estabeleceu os critérios e procedimentos mínimos para a prevenção e a contenção do inseto vetor do HBL Greening (Diaphorina citri).
HLB Greening: um problema para os citros
Pensando nisso, no começo do mês de abril, técnicos das 40 Defesas Regionais participaram de um workshop realizado em conjunto com o Fundecitrus que abordou os aspectos teórico-práticos referentes ao monitoramento do inseto vetor da doença e a identificação de sintomas do HLB Greening, fiscalização em propriedades, viveiros e depósitos de materiais de propagação de citros e a fiscalização do trânsito de produtos de origem vegetal.
O HLB Greening é uma das mais graves doenças que afetam a cultura dos citros, pois pode atingir todas as variedades e espécies e não há medidas de controle capazes de eliminar completamente a doença. “Estamos a campo colocando em prática todo o conteúdo que abordamos durante o workshop e cumprindo um dos papéis da Defesa Agropecuária que é proteger a citricultura, a terceira colocada no ranking do valor total de produção agropecuária em São Paulo”, ressalta Scalon.
Fonte: Agricultura SP
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