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Movimentações do mercado bovino

Na semana passada os números já mostravam a apreensão na escassez de oferta
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As recentes deliberações do governo municipal de São Paulo acerca da antecipação de feriados, a fim de desagravar os efeitos da pandemia, impactam na comercialização de carne bovina, que enfrenta apreensão sobre comportamento da demanda. No mercado físico, as programações de abates nos frigoríficos continuam apertadas, assim como a escassez de animais. Dada a situação, algumas plantas frigoríficas foram forçadas a paralisar suas operações por tempo indeterminado. No entanto, o preço do boi gordo segue firme em São Paulo nos R$ 310,00/@, buscando os R$ 315,00/@. Na B3, o contrato com vencimento para maio/21 ficou cotado à R$ 307,75/@, obtendo avanço de 0,79%.

Na última quinta-feira, 18/03, o IBGE disponibilizou os dados finais com os números de abates de bovinos, referentes ao quarto trimestre de 2020. Em resumo, após ter passado por três anos consecutivos de crescimento, o abate de bovinos no Brasil reduziu 8,5% comparado a 2019, totalizando 29,7 milhões de cabeças abatidas em todo o país, sendo que este é o menor número de bovinos abatidos desde 2011.

Segundo a IHS Markit, enquanto grande parte das indústrias ainda apresenta cautela nas aquisições de boiadas, os pecuaristas continuam aproveitando as boas condições de pasto para barganhar maiores valores pela arroba.

Conforme a Scot Consultoria, para exportação, bovinos jovens são comercializados em R$315,00/@, preço bruto e à vista, alta de R$5,00 na comparação feita dia a dia. Em relação às fêmeas, os preços estão estáveis. A vaca e a novilha gorda são negociadas em R$283,00/@ e R$297/@, respectivamente, nas mesmas condições. As escalas estão curtas.

Já o Indicador do Cepea Boi Gordo/B3, voltou a apresentar forte valorização e o preço quebrou recorde atingindo R$ 313,50/@ para a praça paulista. Esse é o maior valor já visto na série histórica desde que foi implantado. O valor da arroba já apontou uma valorização de 3,41% no último mês e 1,29% na comparação diária. Em São Paulo, o valor médio para o animal terminado chegou a R$ 314,62/@, na quinta-feira (18/03), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 294,89/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 298,76/@. No mercado físico, as programações de abates nos frigoríficos continuam apertadas, assim como a escassez de animais. Dada a situação, algumas plantas frigoríficas foram forçadas a paralisar suas operações por tempo indeterminado.

No entanto, o preço do boi gordo segue firme em São Paulo nos R$ 310,00/@, buscando os R$ 315,00/@. Na B3, o contrato com vencimento para maio/21 ficou cotado à R$ 307,75/@, obtendo avanço de 0,79%.

Nas regiões onde há um número maior de plantas habilitadas para atender ao mercado internacional, a procura por animais terminados é grande, mas os abatedouros ainda se deparam com um quadro de forte escassez de oferta, tanto de machos como de fêmeas.

“As negociações objetivando o consumo de carne bovina fora do Brasil ainda representam grande parte da liquidez existente hoje no mercado físico do boi gordo”, ressalta a IHS. Entre as principais praças pecuárias do Brasil, destaque para novos níveis de preços em São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, observa a IHS.

Giro do Boi Gordo pelo Brasil

Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 315 ante R$ 314-315 a arroba na quarta-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 300, inalterado. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 303, ante R$ 301. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 300, contra R$ 299. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 304, ante R$ 304 – R$ 305. Atacado – No mercado atacadista, os preços da carne bovina também subiram.

No curto prazo, a tendência é por menor espaço para reajustes, em linha com as mudanças de padrão de consumo impostas pelas estratégias de distanciamento social, com bares, restaurantes e outros estabelecimentos operando com grandes restrições.

“Somado a isso, precisa ser mencionado que persiste o movimento de migração para proteínas mais acessíveis, enfaticamente a carne de frango”, dizem os analistas do setor. Com isso, o corte traseiro passou para R$ 20,50 o quilo, com alta de 20 centavos. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,30 o quilo, e a ponta de agulha passou para R$ 16,50 o quilo, ambos com alta também de vinte centavos.

Fonte: Scot Consultoria, Cepea Boi Gordo/B3, IHS Markit