Mês de julho será marcado por pouca chuva

Expectativas sobre efeitos das frentes frias no Brasil na segunda quinzena de julho sem chuvas duradouras e generalizadas
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Mês de julho será marcado por pouca chuva
Previsão do deslocamento do ar frio de origem polar sobre a América do Sul entre os dias 15 e 29 de julho de 2021, de acordo com o modelo WRF – Foto: Climatempo
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Áudio

Na previsão para este fim de semana, de acordo com a análise do Climatempo, a passagem de uma frente fria pelo Sudeste do Brasil vai provocar chuva fraca no oeste, sul e no litoral. Na Grande São Paulo e nas demais áreas a nebulosidade aumenta, mas não há expectativa para chuva. Na retaguarda do sistema, uma massa de ar de origem polar passa a atuar, provocando um rápido declínio nas temperaturas.

O domingo será um dia com baixa temperatura na Grande São Paulo, com sensação de frio o dia todo. A Semana começa fria em SP, e o pico do frio está previsto para a próxima terça-feira, 20 de julho; há condição para geada em áreas do oeste e sul do estado, onde as temperaturas ficam abaixo dos 4°C durante a madrugada e início da manhã.

O frio alcança até mesmo áreas do norte paulista, como é o caso de Jales e Ribeirão Preto, com mínimas previstas abaixo dos 10°C ao amanhecer da próxima segunda (19/07) e terça-feira (20/07).

Na capital, alguns modelos meteorológicos indicam temperaturas próximas aos 2°C no início da próxima semana, mas a equipe de meteorologistas da Climatempo acredita que o frio não será tão extremo, e as temperaturas tendem a ficar entre 7°C e 9°C na cidade. No entanto, a passagem destas frentes frias não vai provocar chuva duradoura e generalizada.

Chuvas e variações climáticas em julho

Segundo dados do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a expectativa para o mês de julho não é das melhores no quesito chuva. Ao que tudo indica, o período deve seguir com volume irregular no Paraná. Esse cenário já foi registrado no mês passado, quando em junho o Estado ficou com precipitação acumulada de 1.209,4 milímetros ou 84,4% dos 1.432,2 mm estimados para 13 cidades paranaenses.

‘’De agora até o final de agosto, chuva abaixo da média no sudoeste e oeste do Paraná e, boa parte de Santa Catarina e Rio Grande do Sul’’, dizem os analistas. Depois de uma semana marcada por temperaturas elevadas e calor fora de época no estado de São Paulo, uma nova massa de ar frio volta a atingir o estado a partir do domingo, 18 de julho, e derruba as temperaturas em diversos municípios.

Bloqueio atmosférico é rompido e Brasil volta a esfriar

Bloqueios atmosféricos de inverno são comuns e em geral são rompidos com uma frente fria muito forte ou em parcelas, com várias frentes frias seguidas em poucos dias. É isso que deve ocorrer nos próximos dias na América do Sul. Uma grande mudança na circulação dos ventos, em diversos níveis da atmosfera, vai permitir que várias frentes frias avancem novamente para o Brasil rompendo bloqueio do ar seco e trazendo um pouco de chuva e o ar frio de origem polar para o país.

A primeira quinzena de julho de 2021 foi marcada por um bloqueio atmosférico causado por um grande sistema de alta pressão atmosférica. Além de inibir o crescimento de nuvens e de deixar, este sistema manteve as noites frias e deixou o ar muito seco em grande parte do Brasil.

Na primeira frente fria, o sistema foi fraco e passou pelo litoral do Rio Grande do Sul no dia 14 de julho, provocando principalmente o aumento da nebulosidade sobre a Região Sul, mas pouca chuva e apenas no Rio Grande do Sul. Porém, começou a abrir o caminho para o desenvolvimento de áreas de baixas pressões atmosféricas, que originaram a segunda frente fria. Esta se organiza no dia 15 de julho de 2021 entre o Brasil, o Paraguai e a Argentina, associada a um ciclone extratropical que também se forma no litoral gaúcho. Esta frente fria tem pouco ar polar e consegue avançar até o Mato Grosso do Sul, São Paulo e sul do Rio De Janeiro principalmente com aumento da nebulosidade, mas pouca chuva nestes estados.

A chuva desta frente fria cai quase toda sobre o Sul do Brasil. O Mato Grosso do Sul tem algumas pancadas de chuva nos dias 15 e 16 de julho, alguma chuva ocorre no oeste e sul de São Paulo e no litoral paulista no dia 16 de julho. A Grande São Paulo sente a queda da temperatura e o aumento da nebulosidade, mas só deve ter chuviscos.

No Rio de Janeiro há chance de alguma chuva na região de Angra dos Reis/Paraty. O Grande Rio tem aumento de nebulosidade e sente a queda da temperatura na sexta-feira, 17, mas de forma suave, e poderá ter chuviscos.

Esta frente fria não causa mudanças no tempo no Espírito Santo e nem em Minas Gerais. No Centro-Oeste, apenas o Mato Grosso sente algum efeito. Calor e ar muito seco predominam em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal. Não há expectativa de mudanças no tempo no Norte do Brasil por causa da segunda frente fria.

 Já a terceira frente fria avança muito rapidamente sobre o Brasil, impulsionada por massa de ar frio de origem polar de forte intensidade, mas menos intensa do que aquela da virada de junho para julho.

O sistema traz pouca chuva, mas muito frio e rompe de vez o bloqueio atmosférico. O ar frio de origem polar vai se espalhar forte por toda a Região Sul do Brasil, avança sobre o Sudeste e o Centro-Oeste e chega a Rondônia e Acre. Esta frente fria consegue alcançar o sul da Bahia.

Pouca chuva está prevista na passagem desta frente fria. No dia 17 de julho, pequenas áreas no leste de Santa Catarina, leste e norte do Paraná, oeste e sul de São Paulo devem ter alguma chuva. No dia 18, chove um pouco no litoral de São Paulo, no Rio de Janeiro, na Zona da Mata Mineira e no sul do Espírito Santo. No dia 19 de julho, tem previsão de chuva para áreas dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo e volta a chover no sul da Bahia, com a chegada da frente fria.

Ainda há previsão de mais uma frente fria para fechar o mês de julho, que deve avançar sobre o Brasil a partir do dia 24. É possível que ocorra uma nova frontogênese e ciclogênese entre os dias 26 e 27 de julho, mas de qualquer forma, muito provavelmente teremos a chuva se espalhando novamente em várias áreas do Sudeste e do Centro-Oeste, e não apenas São Paulo e Mato Grosso do Sul, nos últimos dias de julho de 2021.

Outra expectativa muito importante é que a massa de ar polar que chega ao Brasil a partir do dia 24 de julho será muito forte e o vento gelado vai varrer novamente o país, de sul a norte.

Quanto às Geadas

A frente fria que atua entre 17 e 19 de julho e a esperada para o dia 24 de julho em diante (a mais forte), terão massas de ar frio de origem polar e deslocamento sobre o Brasil que vão permitir a ocorrência de geada novamente no país. No dia 19 de julho, por exemplo, já tem previsão de geada para os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Mas a frente fria que avança sobre o Brasil a partir de 24 de julho tem grande potencial para provocar geada ampla na Região Sul do Brasil e novamente e nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, mas sem descartar a chance de geada no Sul de Minas e talvez alguns locais do sul do Rio de Janeiro.

A chance de neve novamente no Sul do Brasil volta a ser considerada com a frente fria a partir de 24 de julho. Porém, ainda não é possível fazer um prognóstico mais detalhado sobre dias e locais da ocorrência de neve e outras precipitações de inverno.

Fonte: Climatempo
Foto: Climatempo

Leia outras notícias no portal Mundo Agro Brasil

Relacionadas

Leia também