Mercado de cebola no Nordeste

Mesmo com a redução da oferta os preços não se alteraram
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Mercado de cebola no Nordeste
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Áudio

No período de 07 a 11 de junho o mercado de cebola no Nordeste praticamente não se alterou em relação à semana anterior. Entre as poucos alterações, em Irecê, na Bahia, houve leve aumento de 4,3% no preço da mercadoria, fechando a semana a R$ 0,86/kg ao produtor. 

Apesar do mercado mais aquecido, com maior número de vendas por conta do início do mês, a oferta reduziu significativamente na região baiana, o que impossibilitou o atendimento de todos os pedidos, visto que no momento, um menor número de produtores está comercializando. 

Já em Minas Gerais, no Vale do São Francisco, a média dos preços teve uma ligeira alta (5,3%) e fechou a semana a R$ 24,00/sc para a caixa 3 beneficiada.  

Os colaboradores relataram ao Cepea que o mercado deu uma reagida, aumentando levemente a procura e as vendas, porém, devido a comercialização de outras regiões, os preços ainda são muito baixos.  

A tendência para as próximas semanas é de uma diminuição ainda maior no volume da cebola nordestina, uma vez que o Cerrado e São Paulo intensificam a comercialização. 

Plantio/Safras 

O plantio da safra 2021 de cebola do Nordeste, que teve início em dezembro/2020, se deu em ritmo mais lento que o esperado, uma vez que parte dos produtores estava receosa com a incidência de precipitações. Porém, em janeiro de 2021, o clima seco favoreceu os trabalhos nas lavouras, permitindo a intensificação do semeio naquele período. 

Alguns cebolicultores do Cerrado também tentaram adiantar os plantios “do cedo” nesta temporada 2021, diante do clima seco na região. Assim, as cebolas semeadas entre dezembro e fevereiro, foram colhidas entre abril e junho, de acordo com a previsão.  

Produção de cebola no Brasil 

De acordo com informações da Embrapa, a cebolicultura no Brasil é uma atividade praticada principalmente por pequenos produtores e a sua importância sócioeconômica se fundamenta não apenas na rentabilidade, mas, na grande demanda de mão-de-obra, contribuindo para a viabilização de pequenas propriedades e a fixação dos produtores na zona rural.  

No Nordeste brasileiro, a cebola foi introduzida na década de 40, e sua produção se desenvolve nas regiões do Baixo e Médio São Francisco, tendo como maiores produtores os estados da Bahia e Pernambuco. É cultivada durante o ano todo, com concentração de plantio nos meses de janeiro a março, gerando cerca de 60.000 empregos diretos e indiretos. A área plantada, em torno de 10.500 ha/ano, oscila de acordo com os preços do ano anterior. Trabalhos de pesquisa no manejo da cultura e o uso de cultivares desenvolvidas e melhor adaptadas às condições regionais tem contribuído para o aumento da produtividade média regional, atualmente em torno de 20,0 t/ha, que apesar de ser superior à média nacional, de 19,6 t/ha, é bastante inferior aos 28,0 t/ha da Argentina, o principal concorrente da cebola nordestina nos meses de abril a junho.  

Fonte: Cepea/HFBrasil/Embrapa 
Crédito da foto: Divulgação

Leia outras notícias no portal MAB

Relacionadas

Leia também