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Maçã: exportações aprovadas e recuo de importações

Brasil recebe sinal verde para exportar maçãs para a Colômbia enquanto as importações da fruta têm queda de 35% em comparação ao mesmo período do ano anterior
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maçã gala
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Após mais de cinco anos de tratativas entre os governos do Brasil e da Colômbia, especialmente envolvendo autoridades fitossanitárias do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a maçã brasileira recebeu sinal verde e chega à mesa dos colombianos. A primeira carga da cultivar Royal Gala, cerca de 41 toneladas, saiu de Vacaria (RS), na sexta-feira, 28/05. A expectativa é que os carregamentos semanais sigam acontecendo. 

A abertura deste novo mercado anima o setor produtivo, pois é uma excelente alternativa para a exportação da fruta. “A Colômbia é um mercado que importa em torno de 100 mil toneladas de maçãs ao longo de todo o ano, diferente dos países do hemisfério norte, onde a janela fecha em junho para a maçã brasileira”, comemora Celso Zancan, Diretor Comercial e Logística de Mercado Externo da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM). 

Segundo Jairo Carbonari, auditor fiscal do Mapa no RS e chefe da Divisão de Defesa Agropecuária, as negociações com as autoridades fitossanitárias da Colômbia foram capitaneadas pelo Departamento de Sanidade Vegetal do Ministério, com apoio destacado do adido agrícola brasileiro na Colômbia. Mais intensamente desde a visita da Missão Oficial colombiana em março de 2020, a superintendência do Mapa no RS, em conjunto com a Associação Brasileira de Produtores de Maçã, representando o setor produtivo, e a Embrapa Uva e Vinho, buscaram atender as exigências fitossanitárias, especialmente relacionadas a pragas como a mosca-das-frutas, cochonilhas e a grafolita. 

Para isso, foi elaborado um protocolo que garante que as maçãs brasileiras exportadas para a Colômbia não levarão junto insetos pragas; esse protocolo contou com o apoio do pesquisador Adalécio Kovaleski, da Embrapa Uva e Vinho e dentre as recomendações estão ações de monitoramento no campo, associado ao tratamento das frutas ao frio, que garantem o controle das pragas. 

“A abertura deste novo e importante mercado para a maçã brasileira só foi possível graças ao trabalho conjunto e articulado do setor produtivo, pesquisa e dos órgãos reguladores para estabelecer o protocolo obrigatório para a exportação das frutas atendendo as exigências colombianas”, avalia Carbonari. 

Importações brasileiras da maçã

Enquanto isso, como de costume, as importações brasileiras de maçãs frescas recuaram no primeiro quadrimestre deste ano, visto que a colheita da safra nacional aumenta a disponibilidade da fruta por aqui. 

E em 2021, a redução foi mais expressiva do que no mesmo período de 2020. Isso se deve ao maior volume colhido na safra atual e à taxa de câmbio elevada, que encareceu a maçã estrangeira. 

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a aquisição brasileira foi de 17 mil toneladas no primeiro quadrimestre, queda de 35% em comparação ao mesmo período do ano anterior, com gastos referentes a US$ 17,5 milhões (FOB), redução de 22% na mesma comparação. Vale destacar que esses números também ficaram abaixo da média dos últimos cinco anos. 

No primeiro quadrimestre de 2021, os principais fornecedores de maçãs ao Brasil foram: Itália (origem de 40% do volume total adquirido), Argentina (34%), Chile (13%) e Portugal (6%).  

Para os próximos meses, a expectativa é de que as importações de maçã cresçam, mas não no mesmo nível observado em 2020, visto que a oferta nacional está maior neste ano e que a taxa de câmbio deve continuar alta. 

Fonte: Mapa RS/Cepea 
Crédito da foto: Divulgação

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