O e-Mineração do Brasil 2022, evento promovido pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), contou na terça-feira (03/05) com a participação do diretor-técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Bruno Lucchi. O encontro foi produtivo no sentido de se discutir vários temas de interesse do setor, e Lucchi falou sobre a importância dos insumos, em especial os fertilizantes, um dos principais itens da produção agrícola.

Segundo ele, em uma lavoura de soja e milho, por exemplo, o produto representa em torno de 20 a 40% dos custos de produção. Contudo, Bruno Lucchi ressaltou que esses insumos já se encontravam caros no ano passado, em função dos problemas ocasionados com a pandemia de Covid-19 e foram agravados com a guerra entre Rússia e Ucrânia. Produtos como o Cloreto de Potássio (KCL) apresentam alta de mais de 250% nesse momento, o que eleva significativamente os custos de produção dos agricultores.
Desta forma, o diretor técnico da CNA ressaltou que o setor agropecuário já vinha discutindo estratégias estruturantes para ampliar a participação da indústria doméstica no mercado nacional desde o ano passado. “No momento temos o problema da importação que ficou difícil devido à guerra e isso terá um impacto maior nos preços globais dos alimentos. No entanto, não podemos perder a oportunidade de unirmos forças no sentido de criarmos uma agenda estruturante para o setor e assim reduzirmos a dependência do Brasil dos produtos importados”.
Insumos e ajustes no pacote tecnológico
Para Lucchi, o processo de redução da dependência dos fertilizantes importados acontecerá no médio e no longo prazo. Devido a isso, o produtor precisa otimizar o uso desse produto na propriedade rural por meio da assistência técnica e de ajustes no seu pacote tecnológico.
O diretor-técnico da CNA observou ainda que o avanço das pesquisas, além da agricultura de precisão e das políticas públicas do Ministério da Agricultura voltadas à questão.
“Acredito que nós temos no campo tecnológico um ambiente muito propício para o desenvolvimento de novos produtos que vão dar mais eficiência à utilização desses insumos no solo. Foi devido à ciência que conseguimos um agronegócio competitivo. Então, ela ainda será o nosso principal balizador para buscarmos um resultado mais efetivo na utilização desses produtos”, conclui.
Fonte: Assessoria de Comunicação CNA
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