Projeto quer suprir mais de 10% da demanda de fosfato no RS

Com planejamento para produção ainda em 2022, o Projeto Fosfato Três Estradas foi criado para abastecer a agricultura no Rio Grande do Sul ofertando um fosfato eficiente para os solos, ambientalmente amigável e com ótimo custo-benefício para os produtores.
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Projeto quer suprir mais de 10% da demanda de fosfato no RS
Quando estiver em operação, o projeto Fosfato Três Estradas ofertará aos produtores rurais um fosfato de qualidade e eficiente – Foto: Divulgação

Pensando na diversificação de técnicas que suprissem a deficiência de nutrientes do solo e, também, garantissem a produtividade das lavouras, surgiu, a partir da descoberta da primeira jazida de rocha fosfática no estado do Rio Grande do Sul, o Projeto Fosfato Três Estradas, realizado pela Aguia Fertilizantes.

Os trabalhos do Projeto Fosfato Três Estradas foram iniciados a partir de uma pesquisa mineral em 2011, os quais culminaram na definição de um depósito mineral com recursos geológicos de 104 milhões de toneladas de minério com teor médio de 4% P2O5, localizado na região de Três Estradas, 2º distrito do município de Lavras do Sul.

Desde 2015, quando se iniciaram os primeiros estudos ambientais, a Aguia vem avançando no licenciamento do projeto e, em 2019, mesmo ano em que recebeu a Licença Prévia, a empresa tomou a decisão de produzir Fosfato Natural, uma escolha que permitiu o desenvolvimento de uma rota de processamento ambientalmente amigável.

De acordo com Fernando Tallarico, CEO da Águia Fertilizantes, o empreendimento terá capacidade para fornecer até 300 mil toneladas do produto por ano – número que representa entre 10 a 12% da demanda atual. “Queremos suprir parcialmente as necessidades do Rio Grande do Sul em fertilizantes, uma vez que, atualmente, toda demanda da nossa agricultura é importada. Temos a convicção que podemos ainda a contribuição a 20%, com expansões posteriores”, conta ele que projeta movimentar 100 vagas de empregos em áreas da construção e operação no município de Lavras do Sul.

Dependência do fosfato

Considerado um dos principais nutrientes das culturas, o fosfato fornece ao Brasil uma dependência externa significativa, o que, em meio ao conflito internacional entre a Rússia e a Ucrânia, pode trazer consequências para a agricultura.

Fernando afirma que a produção nacional é uma questão de independência e competitividade que o país precisa neste momento. Segundo ele, a Região Sul não tem produção própria de fosfato, sendo 100% dependente, o que resulta em produtores impedidos de adquirir o produto em pequena quantidade, além dos altos custos que são pagos pelo produtor. É uma desvantagem logística que reflete nos preços.

O Projeto Fosfato Três Estradas ainda se compromete a zelar com o meio ambiente. É o que garante Fernando. “Optamos por estratégias e soluções ambientalmente amigáveis e com menor impacto possível. Temos certeza de que, através do apoio e o diálogo com a comunidade, seguiremos no caminho certo. Nossa meta é gerar oportunidades de trabalho em diversos setores”. 

Durante a operação, o projeto ofertará um fosfato totalmente produzido em Lavras do Sul e destinado ao mercado regional, tendo características como qualidade, eficiência e o melhor, ambientalmente amigável e com ótimo custo-benefício aos produtores rurais.

Sobre o fosfato natural

O fosfato natural, também conhecido como fosfato natural reativo, é um tipo de fertilizante de fósforo produzido principalmente a partir de rochas sedimentares, como a fosforita. Geralmente, essas rochas são formadas pela deposição de restos de animais marinhos e possuem alta porosidade e reatividade. A partir dessa matéria-prima, é feito o processamento do fosfato natural, através da moagem e concentração das rochas. O material resultante pode, então, ser utilizado como fonte de fósforo para as lavouras. O fósforo é um dos macronutrientes primários, junto com o nitrogênio e o potássio. 

Plantas com deficiência de fósforo se caracterizam pelas folhas com uma pigmentação arroxeada e, em casos mais severos, necrose dos tecidos foliares. A consequência é menor produtividade da lavoura e, justamente por isso, é importante que o fósforo seja incluído no manejo nutricional.

Fonte: Agrolink/Aline Merladete, Projeto Fosfato

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