Enquanto o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) informa que o Brasil tem estoque de fertilizantes para até outubro, a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA) diz que os estoques duram por três meses. A diferença está somente no hiato entre colheita e o novo plantio.
Nos terrores e inseguranças da guerra, em 4 de fevereiro, o governo Russo mandou todos os fornecedores de fertilizantes suspender embarques para o exterior. Foi um susto que durou algumas horas. Por acionamento do MAPA, os fornecedores informaram que a suspensão vale somente para a União Europeia. Dois dias antes tinha sido Belarus que tomou a mesma decisão sobre seus produtos, que continua mantida.
A associação ressaltou, porém, que o volume da reserva está acima da média dos anos anteriores e que acompanha os impactos da guerra sobre o setor. O abastecimento de fertilizantes para o plantio da safra 22/23 é uma das principais preocupações dos agricultores brasileiros.
A nota da Anda não discorda totalmente da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que afirmou não haver risco de desabastecimento de fertilizantes para a safra atual brasileira, mas que a preocupação, segundo ela, é com a próxima safra, que começa a ser plantada a partir de setembro.
A ministra fará, no próximo dia 12, uma visita ao Canadá, país que foi o quarto maior fornecedor de adubos ou fertilizantes químicos em 2021, atrás apenas de Rússia, China e Marrocos.
Fonte: Mundo Agro Brasil – MAB
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