Como o manejo pode influenciar na fertilidade dos machos na fase de produção

Manejo correto na avicultura, somado às soluções e a gestão de dados podem promover maior rentabilidade no final do dia
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 O manejo para avicultura tem cada vez mais se tornado de relevante importância, pois ele, somado às soluções e a gestão de dados e do negócio é o que podem promover, nas vírgulas diárias contadas, maior rentabilidade no final do dia. Nesse sentido, na fase de produção de matrizes pesadas, existem diversos manejos que podem impactar na fertilidade dos machos, que são: arraçoamento, curva de crescimento, qualidade de cama, proporção entre machos e fêmeas, conformação corporal e programa de luz. 

A Conformação corporal, também conhecida como Fleshing, é a avaliação do peito do animal em uma escala de 1 a 5 (Figura 1), sendo considerada o ponto mais crítico na fase de produção. 

aves tabela 1
Escala de conformação corporal de machos reprodutores Foto: Divulgação/Manual Cobb) 

“O ideal para os machos é o escore de 2 a 3, uma vez que abaixo ou acima desta conformação, já se sabe que ocorre redução na fase de produção espermática. Animais com alto peso/escore, apresentam dificuldades para concluir a cópula. Além disso, as fêmeas reprodutoras rejeitam os machos acima do peso ideal”, como explica Rodolfo Razente,  coordenador técnico comercial – Aves da Cargill Nutrição Animal.  

No dia a dia, encontramos estratégias para minimizar a variação de conformação corporal acima e abaixo do ideal no lote, o manejo principal é o arraçoamento correto, que é a sequência do manejo nutricional. Esse manejo nutricional inicia-se quando o nutricionista faz ajustes na ração para obter níveis nutricionais considerados ideais aos animais, enquanto a equipe técnica define a quantidade de gramas por ave dia (GAD) a ser fornecida para essas aves. O arraçoamento é a conclusão desse processo, quando o alimento chega ao bico do animal, objetivando-se que dessa forma, o GAD seja consumido pelos indivíduos. Entretanto, existem algumas variações nas granjas, como o comedouro, que pode ser do tipo calha ou prato (Figura 2), mão de obra e forma de distribuição do alimento. Para o coordenador técnico, o que deve ser observado e considerado é aquele que oferecer um arraçoamento eficiente, ou seja, aquele que proporcionar GAD igual a todos os animais dos aviários. 

coedouro aves figura 2
Comedouro tipo prato e comedouro tipo calha – Foto: Divulgação

Existem outros manejos que podem ser realizados quando o plantel possui variação na conformação corporal de forma significativa, um deles é o Spiking. Esse manejo é a substituição de, no mínimo, 30% dos machos por animais novos, originados de outro lote. Com isso, é possível eliminar animais com peito abaixo ou acima do escore 2 a 3 e, também, os animais improdutivos, conseguindo assim, manter os animais que são produtivos e ajustar a proporção entre machos e fêmeas. 

Outra medida é dividir o aviário de produção em 4 boxes para realizar o intra spiking, que consiste na separação de animais do mesmo lote, de acordo com sua conformação corporal, destinando os mais similares para um box correspondente. Dessa forma, é possível trabalhar com GAD diferente por box. Entretanto, o mais importante é tornar a disputa pelo alimento similar entre os indivíduos do mesmo box, diminuindo a diferença de escore corporal entre eles. Esse manejo irá resultar em alto desempenho produtivo por um maior tempo possível. 

Os galos são fundamentais no manejo reprodutivo da granja. Melhorias no manejo diário proporcionam maior fertilidade e produtividade do plantel. Por conseguinte, aumentar a fertilidade irá resultar em maior rentabilidade do negócio. 

Fonte: Cargill Nutrição Animal 
Crédito da foto: Divulgação

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