Federarroz anuncia 60 mil toneladas de arroz para Cuba

O Brasil deverá exportar 60 mil toneladas de arroz beneficiado a Cuba em setembro, informou a entidade.
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Federarroz anuncia 60 mil toneladas de arroz para Cuba
O volume de 60 mil toneladas é equivalente ao total de arroz brasileiro embarcado para Cuba ao longo de todo o ano passado – Foto: Divulgação Federarroz
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O volume é equivalente ao total de arroz brasileiro embarcado para Cuba em todo o ano passado, quando as exportações somaram 60,6 mil toneladas para o país caribenho, segundo dados do governo brasileiro. No momento em que o preço do arroz no Rio Grande do Sul, maior produtor brasileiro, registra uma queda de quase 30% em relação ao valor do mesmo período do ano passado, segundo o indicador Esalq/Senar-RS, o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, disse que a notícia anima os agricultores e trará parâmetros ao mercado brasileiro.

Nos próximos dias também deve ser fechada uma exportação de arroz com casca, afirmou a associação, que não detalhou o destino e o volume no comunicado. “Estes negócios de arroz beneficiado e a exportação que devemos confirmar de arroz em casca trazem parâmetros ao mercado interno. Estamos trabalhando para garantir um bom volume de exportação no ano de 2021”, disse ele em nota.

Exportações de arroz superam 583 mil t no 1º semestre

As exportações brasileiras de arroz (base casca) de março a agosto, correspondente ao primeiro semestre do ano-safra 2021-2022, totalizaram 583.835 toneladas, contra importações de 519.108 t. Com isso, o saldo das vendas externas do setor foi de 64.727 toneladas. Os números foram divulgados em 13 de setembro pela Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), com base em dados do Ministério da Economia.

Em agosto, os embarques somaram 114.587 toneladas, contra importações de 80.040 t, o que resultou num saldo de 34.147 t, informa a Abiarroz. No mês passado, o Brasil exportou para 75 destinos. Os principais importadores do arroz brasileiro foram Gâmbia, Nicarágua, Países Baixos, Peru, Venezuela e Costa Rica.

Segundo o diretor de Assuntos Internacionais da Abiarroz, Gustavo Trevisan, o resultado das vendas externas de arroz poderia ter sido melhor no período de março a agosto do ano-safra. No entanto, acrescenta, o setor vem sendo prejudicado pela falta de contêineres e pelo alto custo dos fretes marítimos, que subiram em média 217% no mês passado, chegando a 450% em alguns casos, em relação a maio de 2021.

Ainda de acordo com Trevisan, tanto a falta de contêineres quanto a acentuada valorização dos preços dos fretes de navios são consequências da crise sanitária mundial. Com a pandemia de covid-19, assinala, houve um forte aumento do comércio global, o que desajustou o mercado como um todo, com forte impacto no transporte marítimo e na oferta de contêineres.

“Agora, o nosso esforço é para nos reposicionarmos no mercado mundial orizícola nos mesmos patamares que tínhamos antes da pandemia e que apontavam para a expansão da nossa presença no cenário global”, diz Trevisan. “Como temos um arroz de alta qualidade e uma indústria moderna e eficiente, ambos reconhecidos internacionalmente, estamos trabalhando para reverter essa situação, por meio de ações promocionais com nossos importadores tradicionais e em novos mercados”, pontua o diretor de Assuntos Internacionais da Abiarroz.

Fontes: Federarroz/Abiarroz
Foto: Divulgação Federarroz

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