As exportações brasileiras de carne bovina (fresca, refrigerada ou congelada) somaram em outubro, com 20 dias úteis, 82.18 mil toneladas, com uma receita de US$ 424.61 milhões, segundo os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
O preço pago pela tonelada da proteína bovina registrou valorização. Saiu de US$ 4.244,1 em outubro de 2020 para US$ 5.166,5 no mês passado, o que representa crescimento de 21,73%.
Na média diária de outubro deste ano, as exportações de carne bovina totalizaram 4,10 mil toneladas, o que representa queda de 49,48% na comparação com o mesmo período do ano passado, com 8,13 mil toneladas.
A receita com os embarques da carne bovina, na média diária, soma US$ 21,23 milhões, baixa de 38,50% frente ao mesmo mês de 2020, com US$ 34,52 milhões.

Pesquisadores do Cepea destacam que é a primeira vez em pouco mais de três anos que as exportações brasileiras de carne bovina ficam abaixo de 100 mil toneladas. Segundo eles, isso se deve à manutenção da suspensão dos envios da carne bovina brasileira à China, o maior destino internacional da proteína.
No mercado spot nacional, a demanda por novos lotes para abate se mantém baixa e a entrada de animais de confinamento vem crescendo.
Assim, em outubro, o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 recuou 11,83%, encerrando o mês a R$ 257,10. No dia 28, especificamente, o Indicador chegou a fechar a R$ 254,10, o menor valor nominal desde o início de outubro de 2020.
Fonte: Secex e Cepea
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Crédito: Arquivo Mundo Agro Brasil – MAB
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