Brasil comemora Dia Nacional do Café em 24 de maio

33% de todo café consumido no mundo é de cafés brasileiros
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De cada três xícaras de café consumidas no mundo, uma é dos Cafés do Brasil
24 de maio Dia Nacional do Café
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O Dia Nacional do Café, no Brasil, é comemorado todos os anos em 24 de maio, data que marca o início da colheita nas principais regiões cafeeiras do Brasil. Essa data comemorativa, considerada a mais importante dos Cafés do Brasil, foi instituída pela Associação Brasileira da Indústria de Café – ABIC, em 2005, com objetivo de valorizar e homenagear o produto que é paixão nacional. De acordo com a Associação, no nosso País, cada pessoa consumiu, em média, 4,81 kg de café torrado em 2020.

O Brasil é o maior produtor, exportador e segundo maior consumidor de café em nível mundial. O País possui aproximadamente 300 mil estabelecimentos produtores de café, dos quais 78% são considerados da cafeicultura familiar. Tais lavouras produtoras de café, além de atender os mercados mais exigentes internos e externos, também contribuem para fortalecer aspectos econômicos, sociais e ambientais, requisitos indispensáveis para o desenvolvimento sustentável do setor. Assim, o café está presente nas cinco regiões geográficas, em 16 estados da Federação, nos quais 1.448 municípios produzem café, o que corresponde a aproximadamente 26% dos municípios brasileiros, com a geração direta e indireta de mais de 8 milhões de empregos.

Neste dia 24 de maio, a Embrapa Café, como coordenadora do Consórcio Pesquisa Café, rede de pesquisa que congrega 46 instituições de pesquisa, ensino e extensão rural, parabeniza a todas as 300 mil unidades produtoras de café no País, assim como os demais segmentos da indústria, exportação, cooperativas, que também representam os Cafés do Brasil e muito têm contribuído para o desenvolvimento sustentável do setor há várias décadas. Por fim, dada a pujança do setor, vale destacar que de cada três xícaras de café consumidas no mundo, em média, uma é dos Cafés do Brasil.

Cafés especiais ganham preferência no gosto do brasileiro

Há quase 300 anos o Brasil começou a trilhar o seu caminho como um dos maiores e melhores produtores de café no mundo. Com os novos hábitos dos consumidores, a busca por qualidade e aromas ampliou o mercado nacional e internacional. Há uma procura cada vez maior por qualidade e por sensações que essa bebida, que faz parte da tradição brasileira, pode oferecer. Com o crescimento do mercado dos cafés especiais, o público tem mudado a forma de escolher a bebida, o que tem ampliado as chances para pequenos produtores, torrefadores, baristas, provador/classificador e donos de cafeteria, tanto dentro do país como no exterior.

Pesquisa realizada pelo Sebrae, revela que 52% dos profissionais da cadeia produtiva do café especial no Brasil estão há no máximo cinco anos nesse ramo.  “O nicho do café especial é totalmente novo no país, mas o fato de agregar valor ao produto e por haver uma procura maior, pelo consumidor, por cafés diferenciados, faz com que esse mercado tenha um grande potencial de expansão”, comenta o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

De acordo com o estudo dos profissionais ligados à cadeia de cafés especiais, este mercado tem ficado cada vez mais com o perfil de empreendedores jovens e com uma participação maior das mulheres à frente desses negócios. Os empresários desse segmento reconhecem a mudança de comportamento do consumidor e têm se preocupado mais com a origem e como o produto é produzido. Entre os produtores rurais que trabalham com cafés especiais, esse tipo de produto já representa em média 44% da produção total. Os donos de torrefação, assim como os proprietários de cafeterias levam mais em consideração o perfil sensorial, a pontuação do café e a origem do produto do que o preço que irão pagar.

O novo perfil desse consumidor mais seletivo acaba se refletindo no aumento da produção de produtos orgânicos e com selo de Indicação Geográfica. De acordo com Carlos Melles, “Um quarto dos produtores de cafés especiais tem selo de IG e outros 10% já estão produzindo cafés orgânicos. A tendência é que haja um incremento desses fatores, pois há um mercado consumidor mundial ávido por produtos diferenciados”.

Fonte: Embrapa Café/Sebrae

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