Cultivo conservacionista para proteger o solo cresce no país

18 de abril de 2022

Pesquisa realizada pela Embrapa Trigo para o cultivo de solos comprovou a eficácia do uso do Camalhão Alto de Base Larga para prevenir a erosão e preservar a fertilidade
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Cultivo conservacionista para proteger o solo cresce no país
Estudo comprovou a eficácia do uso do Camalhão Alto de Base Larga para prevenir a erosão e preservar a fertilidade do solo – Foto: Divulgação

Um estudo recente feito pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura revelou que cerca de 33% do cultivo das áreas agrícolas do mundo apresentam algum grau de degradação. Pensando nisso, ao longo dos anos, diversas pesquisas vêm sendo produzidas para promover técnicas que melhorem o uso do solo. Uma delas foi realizada em 2019 pela Embrapa Trigo, de Passo Fundo, que comprovou a eficácia do uso do Camalhão Alto de Base Larga para prevenir a erosão e preservar a fertilidade do solo. 

O pesquisador José Eloir Denardin, que coordenou o projeto de validação, destaca que uma das vantagens é a possibilidade de cultivo em terrenos de maior declive sem causar erosão no solo. “O camalhão alto de base larga é considerado uma tecnologia apta para imprimir caráter de sustentabilidade à agricultura praticada em pequenas propriedades rurais, localizadas, em expressiva porção, em terras de relevo acidentado”, ressalta. 

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Camalhão Alto Base Larga 2018 – Foto: Divulgação

De acordo com levantamento realizado pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco – SindiTabaco, há uma crescente aplicação de técnicas conservacionistas nas propriedades produtoras de tabaco. Em 2007, 83% dos produtores utilizavam sistemas de cultivo convencionais, enquanto apenas 17% investiam em técnicas conservacionistas. Treze anos depois, os números praticamente inverteram: 76% já adotavam práticas conservacionistas, como o plantio direto e cultivo mínimo. 

Expectativa de crescimento do cultivo conservacionista

Segundo Darci José da Silva, engenheiro agrônomo e assessor técnico do SindiTabaco, a expectativa é de que os números sigam em franca evolução. “Felizmente temos conseguido evoluir muito rapidamente nesse sentido. Este ano estamos fazendo um novo levantamento junto aos produtores e a expectativa é positiva, com o avanço dos sistemas de cultivo conservacionistas no solo, resultado de um intenso trabalho de conscientização por parte das empresas, por meio da orientação”, afirma. 

Esses procedimentos, além do aspecto conservacionista, geram redução de outras operações nas lavouras, promovendo diminuição da demanda de mão de obra e a consequente redução dos custos de produção. Como resultado, amplia-se o potencial de aumento da rentabilidade na produção de tabaco e também em outros cultivos comerciais subsequentes. 

Fonte: Assessoria

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