O AGRONEGÓCIO MAIS PERTO DE VOCÊ

Considerações sobre a exportação de arroz

Representantes de entidades rio-grandenses colocam em pauta a abertura do Brasil a novos mercados de arroz agilizando processos logísticos
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Representantes de entidades rio-grandenses colocam em pauta a abertura do Brasil a novos mercados do arroz agilizando processos logísticos
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Áudio

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e Instituto Riograndense do Arroz (Irga) realizaram uma live no final do mês de maio a fim de discutir temas relacionados à exportação de arroz e suas particularidades.  Participaram do encontro o presidente da Federarroz, Alexandre Velho, o diretor comercial do Irga, João Batista Gomes, e o diretor da Expoente, Guilherme Gadret da Silva.

A busca por novos mercados tem sido há muito tempo o foco da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), segundo afirma Alexander Velho, presidente da entidade.  E cita como exemplo o trabalho feito para a entrada do arroz brasileiro no México. “Trata-se de um destino muito importante em função do seu tamanho do mercado, importando em torno de 800 mil toneladas de arroz por ano. Tradicionalmente, a compra é feita dos Estados Unidos, mas a partir do ano passado conseguimos começar a enviar arroz para o território mexicano”. Alexandre lembra também que outros destinos estão sendo buscados, como é o caso do Panamá. “A logística deste país é fundamental, porque, em função do Canal do Panamá, permite acesso a vários destinos de países próximos”.

O presidente da Federarroz pontua ainda a necessidade de se ter uma tradição maior nas exportações, e expõe seu ponto de vista, dizendo que somente entre 10% e 15% do que é produzido vai para a venda externa. Segundo Velho, a projeção para este ano é de uma exportação de 1,3 milhão de toneladas e, se esse número se confirmar, irá influenciar no estoque de passagem, que está “diretamente ligado à conservação desse volume de embarque, o que certamente poderá trazer uma influência de preços para a próxima colheita”. O dirigente ainda ressaltou a importância do Terminal Logístico de Arroz para agilizar o processo de envio para outras nações. O primeiro embarque ocorreu este ano, com destino à Costa Rica.

Comissão de mercado e comercialização

Já o diretor comercial do Irga, defende a ideia de que o regimento interno do Instituto traz como uma de suas diretrizes a exportação e o aumento do mercado de consumo. “Tenho metas para buscar nesse sentido e somar ao que está sendo feito. O Irga precisa se integrar às entidades e unir esforços para obtermos sucesso. Temos uma safra espetacular e hoje na comissão de mercado e comercialização do Instituto estamos tratando da questão de mercado, adequando uma metodologia de trabalho que possa contribuir com todo este processo”, afirma.

Guilherme Gadret da Silva, diretor da Expoente, fala sobre a qualidade do grão a ser exportado e como funciona o embarque do arroz. Afirma que tanto o produtor quanto cooperativas ou indústrias podem exportar. Com relação ao volume, salienta que normalmente é feito com um múltiplo de caminhões, “mas se um produtor pequeno quiser vender uma carreta, 600 sacos de arroz, pode fazê-lo”.

Referente à logística, Gadret informa que normalmente as tradings trabalham com o arroz já colocado no porto. “Geralmente, as empresas de fora não querem se envolver, até por uma questão tributária no mercado interno brasileiro. Portanto, a etapa do produtor nos embarques passa pela venda do arroz, qualidade, quantidade, frete e entrega do produto no porto”, explica o diretor. E lembra ainda que a necessidade de ter uma trading no processo se deve ao volume, uma vez que essas empresas trabalham com vários produtores.

Qualidade dos produtos

Ainda de acordo com Guilherme Gadret, que comenta a questão fitossanitária, “governo e empresas fazem um trabalho para abrir novos mercados”. E continua: “Mas é necessário, como tema de casa, ter cuidados internos em relação à qualidade e produtos que estão sendo aplicados nas lavouras. Devem ser utilizados produtos liberados no Brasil e nomeados para a cultura do arroz”, destaca, lembrando que alguns destinos, como Estados Unidos e Europa, têm restrições a residuais de produtos. “O Brasil, no entanto, tem bastante controle sobre esta questão”.

Gadret fala também sobre os custos da exportação a partir do porto, que passam a ser de responsabilidade das empresas compradoras, geralmente uma trading. “O arroz, para chegar dentro do navio, tem os custos do armazém portuário, frete do armazém para o porto, entre outros. Todos esses custos precisam ser avaliados e considerados para se chegar a um preço final do produto exportado”, observa.

Na questão dos destinos, qualidade e competidores, o especialista salienta que é preciso ter foco em questões comerciais ou qualitativas. Ele ressalta que “cada vez mais o mercado internacional vai ser direcionado para intrablocos”. O continente americano tem negociado dentro do seu território, assim como o asiático, então o Brasil compete com os Estados Unidos e os demais concorrentes do Mercosul, Uruguai, Paraguai e Argentina, principalmente, para destinos na América do Sul e América Central.

Fonte: Compre Rural

Foto Divulgação/Canva

Leia outras notícias no portal MAB