CAMARÃO TIGRE PRETO DO MARANHÃO | Estudo revela potencial e segurança sanitária

5 de junho de 2025

 Pesquisa pioneira destaca o valor do camarão nativo e sua contribuição para a aquicultura sustentável no Brasil.
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CAMARÃO TIGRE PRETO DO MARANHÃO | Estudo revela potencial e segurança sanitária
Camarão Tigre Preto, nativo do litoral maranhense (Foto: publicada pela UEMA)

Uma pesquisa inovadora, liderada pelo professor Thales Passos de Andrade, do curso de Engenharia de Pesca da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e da Rede Bionorte, revelou ao mundo o potencial do Camarão, popularmente conhecido como Camarão Tigre Preto, nativo do litoral maranhense. O estudo, publicado na revista Internacional Aquaculture Research, representa o primeiro mapeamento genético e sanitário dessa espécie no Brasil, e os resultados foram impressionantes.

Além de suas contribuições científicas, o estudo fortalece a colaboração entre pesquisa, setor produtivo e comunidades pesqueiras. O pesquisador destaca que “as comunidades litorâneas se tornam protagonistas. A valorização de espécies nativas não apenas promove segurança alimentar, mas também gera renda e inclusão nas cadeias produtivas de alto valor agregado”.

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Foto: Publicada pela UEMA

Dos mais de 1.100 exames realizados, nenhum identificou a presença dos 19 patógenos mais significativos para a aquicultura global. Além disso, o estudo indicou um índice de endogamia extremamente baixo, sugerindo um excelente potencial para melhoramento genético e uma produção sustentável.

–  Provamos que a população analisada está livre de patógenos importantes e possui uma estrutura genética adequada para programas de melhoria, abrindo uma nova fronteira para a aquicultura no Brasil, com base em nossas próprias espécies – afirma o professor Thales, que tem mais de 20 anos de experiência em sanidade aquícola e biotecnologia.

A pesquisa, que recebeu o apoio do Laqua-Uema e colaborações internacionais como CSIRO e Genics da Austrália, além da empresa Sabores da Costa/Aquacrusta e da doutoranda Amanda Gomes, demonstra que “a biodiversidade brasileira é nossa maior riqueza. Ao combinar ciência, inovação e compromisso social, transformamos essa riqueza em desenvolvimento.

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Dos mais de 1.100 exames realizados, nenhum identificou apresença dos 19 patógenos mais significativos para aaquicultura global (Foto: Publicada pela UEMA)

Este estudo pavimenta o caminho para uma nova geração de soluções em aquicultura sustentável no Brasil, enfatizando o protagonismo das comunidades pesqueiras, a geração de renda e a valorização das espécies nativas.

Fonte: Nilson Cortinhas – Rede Bionorte, com o apoio da UEMA.

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