Brasil vai exportar carne bovina à Rússia

Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou que governo russo abrirá uma cota de 300 mil toneladas de carne com tarifa zero de importação durante seis meses.
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Brasil vai exportar carne bovina à Rússia
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O embargo da China à carne do Brasil já dura mais de dois meses. Mas a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou em 17 de novembro que a Rússia vai firmar parceria com o Brasil para exportação de carne com tarifa zero de importação por seis meses.

“O governo russo anunciou que abrirá uma cota de 300 mil toneladas de carne (200 mil toneladas de carne bovina e 100 mil toneladas de carne suína) com tarifa zero de importação por seis meses, mercado que pode ser utilizado pelo Brasil”, publicou em seu perfil no Twitter.

O veto chinês à carne brasileira reflete diretamente nesses números. A China é o principal comprador de carne bovina nacional e corresponde a 60% dos embarques feitos nos portos brasileiros.

O presidente Jair Bolsonaro disse, em entrevista à rádio Cultura FM, no dia 10 de novembro, que o bloqueio da China não é consequência do seu relacionamento com o país asiático ou com o presidente Xi Jinping.

A Rússia também havia imposto restrições à carne bovina brasileira depois que dois casos atípicos da doença da “vaca louca” foram detectados em frigoríficos localizados no Brasil.

Um novo acordo com o país do Leste Europeu pode voltar a dar segurança aos países que importavam a carne brasileira, algo que o governo brasileiro vem tentando fazer, mostrando que o país não tem registros de casos de contágio da doença da “vaca louca” entre os animais.

Exportações de carnes na 1ª quinzena de novembro

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As exportações das carnes suína e de frango continuam apresentando excelente evolução em relação a novembro de 2020 pois fecharam a primeira metade do mês, com oito dias úteis (pelos parâmetros da SEGUNDOSEX/ME, conforme observações no pé da tabela abaixo), registrando embarques diários em torno de 25% superiores aos de um ano atrás.

Já a carne bovina, ainda afetada pela interrupção dos embarques para a China, fechou a quinzena com um recuo de, praticamente, 43% no volume embarcado.

No tocante aos preços médios, só a carne suína segue desvalorizada em relação a novembro do ano passado (redução de 7,5%). Mas devido ao significativo aumento no volume embarcado registra, pela média diária, aumento de quase 17% na receita cambial.

A carne bovina, por seu turno, continua valorizada, pois registra, por ora, aumento de cerca de 12,5% no preço médio. Em decorrência, a receita cambial, embora negativa, apresenta índice de redução menor que o de volume, com queda próxima de 36%.

Frente a esses dois desempenhos, a carne de frango ganha especial realce. Pois seu preço médio vem sendo mais de um terço superior ao de um ano atrás. Como consequência, obteve – na primeira quinzena de novembro e pela média diária – receita cambial 67,65% superior à do mesmo mês do ano passado.

Fonte: CNN/Agrolink

Crédito: Adobe Stock

Crédito: Reuters/Paulo Whitaker

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